Em Fevereiro de 1932, um grupo de estudantes fascistas criou em Lisboa
um jornal académico, A Revolução. Quase todo o grupo fundador pertencia
ao sector estudantil do Integralismo Lusitano, movimento monárquico de
direita radical, fundado nos anos 10, sob inspiração da Action
Française. Meses mais tarde, o grupo decidiu convidar para seu director
Francisco Rolão Preto, o membro da Junta Central do Integralismo
Lusitano que se encontrava mais próximo do ideal fascista que todos
professavam. Lançado no Verão desse ano, o Movimento
Nacional-Sindicalista rapidamente se organizou à escala nacional, sob a
chefia carismática de Rolão Preto. O Nacional-Sindicalismo, expressão do fascismo enquanto movimento em
Portugal, foi um fenómeno político tardio. Fundado em 1932, em plena
transição para um regime autoritário, representa o último combate de uma
«família política» que desempenhou um papel importante no processo de
crise e de derrube do liberalismo português, mas que foi secundarizada
na edificação de uma alternativa ditatorial estável no início dos anos
30. Tão estável que a resolução desta crise acabaria por produzir uma
das ditaduras de direita mais longa da Europa do século XX.
Sinopse
O Nacional-Sindicalismo, expressão do fascismo enquanto movimento em Portugal, foi um fenómeno político tardio. Fundado em 1932, em plena transição para um regime autoritário, representa o último combate de uma «família política» que desempenhou um papel importante no processo de crise e de derrube do liberalismo português, mas que foi secundarizada na edificação de uma alternativa ditatorial estável no início dos anos 30. Tão estável que a resolução desta crise acabaria por produzir uma das ditaduras de direita mais longa da Europa do século XX.
Ficha Técnica
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