O novo romance de Maria Luísa Soares é a fulgurante revelação de um outro universo perdido por entre as brumas do Atlântico a caminho das Américas. Olhando o Nosso Céu conta a história da personagem Jesualda, uma açoriana nascida na Terceira que aos oito anos perde toda a família no sismo de 1980. Felizmente seu pai tinha-lhe deixado por madrinha, Lucinda, uma antiga paixão. E é na ilha de S. Jorge, junto dessa mulher, que Jesualda vai recomeçar a viver, descobrindo o mundo e a vida através de um olhar onde se misturam a sabedoria, o assombro e uma invulgar percepção das profundidades misteriosas ocultas no que a rodeia. O crescimento desta personagem acompanha a evolução das ilhas açorianas desde o pós-25 de Abril até à ficcionada Cimeira, que quase faz de Jesualda uma perigosa terrorista. Mas isso é o modo de a autora nos desafiar com a sua ironia! Sem deixar de nos seduzir com o esplendor deste mundo peculiar, onde as palavras ganham outra substância identificando o ilhéu como um ser que, rodeado da solidão do mar, prisioneiro da linha contínua do horizonte, encarna uma mundividência radicalmente diversa da do Continente. Maria Luísa Soares é senhora de uma arte narrativa poética e pouco comum, que flui tão naturalmente como a riqueza do colorido, dos cheiros, dos langores e dos lazeres do viver açoriano, e também do seu insondável imaginário, através do toque mágico que faz intervir os elementos telúricos, aquáticos e atmosféricos nos ritmos que marcam o mundo dos humanos.
Sinopse
O novo romance de Maria Luísa Soares é a fulgurante revelação de um outro universo perdido por entre as brumas do Atlântico a caminho das Américas. Olhando o Nosso Céu conta a história da personagem Jesualda, uma açoriana nascida na Terceira que aos oito anos perde toda a família no sismo de 1980. Felizmente seu pai tinha-lhe deixado por madrinha, Lucinda, uma antiga paixão. E é na ilha de S. Jorge, junto dessa mulher, que Jesualda vai recomeçar a viver, descobrindo o mundo e a vida através de um olhar onde se misturam a sabedoria, o assombro e uma invulgar percepção das profundidades misteriosas ocultas no que a rodeia. O crescimento desta personagem acompanha a evolução das ilhas açorianas desde o pós-25 de Abril até à ficcionada Cimeira, que quase faz de Jesualda uma perigosa terrorista. Mas isso é o modo de a autora nos desafiar com a sua ironia! Sem deixar de nos seduzir com o esplendor deste mundo peculiar, onde as palavras ganham outra substância identificando o ilhéu como um ser que, rodeado da solidão do mar, prisioneiro da linha contínua do horizonte, encarna uma mundividência radicalmente diversa da do Continente. Maria Luísa Soares é senhora de uma arte narrativa poética e pouco comum, que flui tão naturalmente como a riqueza do colorido, dos cheiros, dos langores e dos lazeres do viver açoriano, e também do seu insondável imaginário, através do toque mágico que faz intervir os elementos telúricos, aquáticos e atmosféricos nos ritmos que marcam o mundo dos humanos.Ficha Técnica
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