Publicados entre 1961 e 1964, nos livros aqui reunidos sobressai o
escritor de resistência dos anos sessenta e setenta que, regressado a
Portugal, se empenha a fundo na denúncia do sistema, tornando a sua
ficção grito de revolta. Os Insubmissos é disso exemplo. Nele, um grupo
de jornalistas conscientes e inconformados com o estado do país une-se
para criar uma publicação - Acção Cultural - escrita «sem conivência
com a mentira, sem louvaminhices, sem transigências, sem favores
pessoais», destinada a esclarecer o povo e a tornar a cultura acessível.
Este romance, acabado em 1959, revelar-se-ia profético nas palavras de
uma das suas personagens, Lício, que, referindo-se à situação que
então vivem, declara que ainda terão de esperar pelo menos quinze
anos para que tudo mude. E, até ao 25 e Abril de 1974, foram de facto
quinze anos. É de salientar ainda que Terra Ocupada marca um ponto de viragem na
obra de Urbano. Os textos que o compõem apresentam-nos alegorias
sociais cujo tom dominante é a esperança num futuro melhor e a crença
numa acção colectiva. Como o próprio autor destaca na sua Nota Prévia
ao livro: «os anos sessenta impunham-nos a dimensão do testemunho e
do protesto, a que não me furtei. Terra Ocupada, obra de interrogações
e dilucidações psicológicas, é também um livro de combate».
Sinopse
É de salientar ainda que Terra Ocupada marca um ponto de viragem na obra de Urbano. Os textos que o compõem apresentam-nos alegorias sociais cujo tom dominante é a esperança num futuro melhor e a crença numa acção colectiva. Como o próprio autor destaca na sua Nota Prévia ao livro: «os anos sessenta impunham-nos a dimensão do testemunho e do protesto, a que não me furtei. Terra Ocupada, obra de interrogações e dilucidações psicológicas, é também um livro de combate».
Ficha Técnica
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