De todos os movimentos sociais que tiveram lugar no século passado, a revolução e emancipação das mulheres foi aquele que se revestiu de maior relevo e o mais consequente. Não obstante, até mesmo nas sociedades ocidentais, a paridade entre homens e mulheres foi conseguida sobretudo no âmbito formal e jurídico, não se refletindo com a mesma intensidade no campo prático. Para Victoria Camps existem, entre muitos outros, dois obstáculos fundamentais à concretização quotidiana dessa igualdade - a discriminação a que a mulher continua sujeita na vida privada, com uma divisão muito tradicional das tarefas, e o acesso ainda restrito a cargos de maior responsabilidade na vida pública. É em torno destes dois aspectos que a autora desenvolve uma reflexão profunda, consistente e sensata que questiona as causas e as razões da permanência deste estado de coisas, e procura, acima de tudo, delinear um modo de superá-lo, que passará por uma efectiva mudança nas atitudes e na política. E que papel pode desempenhar o feminismo nesta questão que, longe de ser exclusivamente feminina, tem, muito claramente, um cariz político-social? Feito o balanço do feminismo finissecular, Camps apresenta novas propostas que passam pela educação, o emprego, as decisões políticas e os valores éticos, com vista a uma mudança de registo que a autora espera preludie a própria extinção do feminismo, por não ser já necessário.
Sinopse
De todos os movimentos sociais que tiveram lugar no século passado, a revolução e emancipação das mulheres foi aquele que se revestiu de maior relevo e o mais consequente. Não obstante, até mesmo nas sociedades ocidentais, a paridade entre homens e mulheres foi conseguida sobretudo no âmbito formal e jurídico, não se refletindo com a mesma intensidade no campo prático. Para Victoria Camps existem, entre muitos outros, dois obstáculos fundamentais à concretização quotidiana dessa igualdade - a discriminação a que a mulher continua sujeita na vida privada, com uma divisão muito tradicional das tarefas, e o acesso ainda restrito a cargos de maior responsabilidade na vida pública. É em torno destes dois aspectos que a autora desenvolve uma reflexão profunda, consistente e sensata que questiona as causas e as razões da permanência deste estado de coisas, e procura, acima de tudo, delinear um modo de superá-lo, que passará por uma efectiva mudança nas atitudes e na política. E que papel pode desempenhar o feminismo nesta questão que, longe de ser exclusivamente feminina, tem, muito claramente, um cariz político-social? Feito o balanço do feminismo finissecular, Camps apresenta novas propostas que passam pela educação, o emprego, as decisões políticas e os valores éticos, com vista a uma mudança de registo que a autora espera preludie a própria extinção do feminismo, por não ser já necessário.Ficha Técnica
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