Este livro busca apreender, ao longo da História portuguesa, os momentos
de tensão, ambiguidade e oscilação das representações anglofóbica e
anglófila de Inglaterra e do povo inglês. Com tal intuito, foram
demarcados dois limites cronológicos significativos: 1386, ano em que
foi firmado o Tratado de Windsor, e 1986, ano em que Portugal entra
definitivamente para a Comunidade Económica Europeia, para onde foram
transferidas as esperanças de prosperidade e, com elas, o mito do Quinto
Império. Investigação e divulgação sérias, ao alcance de todo o público
interessado.
Este livro procura apreender, nos discursos que «narram» Portugal na
longa duração da sua história, os momentos de tensão, ambiguidade e
oscilação das representações de anglofobia e anglofilia, com base nas
relações político-diplomáticas, dinásticas e culturais entre os dois
países. Deste modo, pretende estabelecer coordenadas históricas e
teórico-metodológicas para se pensar o mito de Inglaterra em Portugal.
Com tal intuito, foram demarcados dois limites cronológicos
significativos: 1386, ano em que foi firmado o Tratado de Windsor, que
preparou o momento da união dinástica com Inglaterra e a legitimação da
Casa de Avis, e 1986, ano em que Portugal entra definitivamente para a
Comunidade Económica Europeia, para onde foram transferidas as
esperanças de prosperidade e, com elas, o mito do Quinto Império. Neste
momento, como compensação da perda das colónias africanas, é-lhe
oferecido o portal de entrada na Europa «civilizada» e «polida», algo
tão almejado por Pombal já no século XVIII, bem como um novo meio de se
afirmar à escala intercontinental: a lusofonia - daí o mapeamento e o
estudo linguístico da chamada Comunidade de Países de Língua Portuguesa
(CPLP).
Sinopse
Este livro procura apreender, nos discursos que «narram» Portugal na longa duração da sua história, os momentos de tensão, ambiguidade e oscilação das representações de anglofobia e anglofilia, com base nas relações político-diplomáticas, dinásticas e culturais entre os dois países. Deste modo, pretende estabelecer coordenadas históricas e teórico-metodológicas para se pensar o mito de Inglaterra em Portugal.
Com tal intuito, foram demarcados dois limites cronológicos significativos: 1386, ano em que foi firmado o Tratado de Windsor, que preparou o momento da união dinástica com Inglaterra e a legitimação da Casa de Avis, e 1986, ano em que Portugal entra definitivamente para a Comunidade Económica Europeia, para onde foram transferidas as esperanças de prosperidade e, com elas, o mito do Quinto Império. Neste momento, como compensação da perda das colónias africanas, é-lhe oferecido o portal de entrada na Europa «civilizada» e «polida», algo tão almejado por Pombal já no século XVIII, bem como um novo meio de se afirmar à escala intercontinental: a lusofonia - daí o mapeamento e o estudo linguístico da chamada Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Ficha Técnica
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