As duas grandes correntes que se tinham unido para dar nascimento à
poesia cavaleiresca, a do sentimento celta e a do cristão, misturaram-se
de novo para formar essa alma predestinada. A jovem pastora tanto sonha
ao pé da árvore de Maio, ou sob os carvalhos… como passa horas
esquecidas no fundo da pequenina igreja, em êxtase diante das santas
imagens que resplandecem nos vitrais… Quanto às fadas, ela nunca as viu
ao luar, descrevendo os círculos das suas danças, em torno do Belo Maio.
Porém, a sua madrinha encontrou-as outrora e Joana julga perceber, de
vez em quando, formas imprecisas nos vapores do crepúsculo: gemem vozes à
tarde nos ramos dos carvalhos; as fadas não dançam mais: choram; é o
lamento da velha Gália que expira!
Sinopse
Ficha Técnica
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