«O Meu Pipi - Diário» (2003) foi um dos maiores fenómenos mediáticos da literatura portuguesa. Vendeu mais de 45 000 exemplares, foi traduzido em França e publicado no Brasil. Este é o segundo livro do autor. Foi preciso esperar porque o Pipi nunca vem cedo demais.
«E hás-de excisar a pele da pichota», disse o Senhor, falando com Abraão, «e será ela o símbolo do nosso acordo.» «Cortar a pichota? Hum. E se selássemos isto com um aperto de mão, à homem?», terá certamente perguntado Abraão, embora o cronista bíblico o não refira. Deus não transigiu. Quando o Senhor do Universo deseja pichota, obtém pichota. Curioso é que poetas de vário tempo e lugar tenham levado a cabo paneleiríssimas choradeiras pelo destino de Fausto, mas nenhum haja lamentado alguma vez a sorte de Abraão. Aquele fez um pacto com o Diabo e perdeu a alma; este negociou com Deus e viu-se despojado de parte da pichota. O Diabo quer a alma; Deus quer a picha. E depois o outro é que é perverso. (do «Sermão de Sto. António às Pichas»)
Sinopse
«O Meu Pipi - Diário» (2003) foi um dos maiores fenómenos mediáticos da literatura portuguesa. Vendeu mais de 45 000 exemplares, foi traduzido em França e publicado no Brasil. Este é o segundo livro do autor. Foi preciso esperar porque o Pipi nunca vem cedo demais.Ficha Técnica
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