Esta narrativa de João de Melo é uma crónica dos prodígios que fazem a
história de uma comunidade rural perdida algures nos Açores. Narrativa
mítica, sem cronologia, que começa in illo tempore (em português
arcaizante) e prossegue seguindo o fio das ocorrências fantásticas (a
chuva dos noventa e nove dias, o dia em que os animais choraram, o dia
em que se viu a outra face do sol, a morte e ressurreição de João
Lázaro) e das vidas de personagens excessivos e arquetípicos (um padre
venal, um regedor hercúleo e despótico, um curandeiro e um santo) que
povoam um lugar perdido nas brumas do tempo, no outro lado da ilha,
progressivamente devolvido à comunicação com o mundo.
Sinopse
Ficha Técnica
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