Um relato profundo e intensamente pessoal sobre o sofrimento interior e a angústia mental dadas à pena por um homem considerado o primeiro poeta moderno.Profundamente perturbado pelo seu esforço - e fracasso - para atingir a perfeição espiritual, Petrarca procurou a catarse através da escrita de um ?livro secreto?. Apenas neste podia verter os seus mais íntimos segredos, frustrações e desejos. Uma das causas da sua infelicidade era a sua incapacidade de refrear-se dos pecados da carne. Nisso não era diferente da maioria do clero secular, excepto, talvez, no grau do descontentamento e do desespero que dele se apossavam após cada lapso? Petrarca ao longo do seu livro dialoga com Santo Agostinho e a comparação com as Confissões de Agostinho seria inevitável mesmo que Petrarca não a encorajasse. Claro que o Livro Secreto não possui a profundidade metafísica das Confissões, pois não era essa a intenção de Petrarca. O seu interesse aqui, como sempre, reside na moral em vez da metafísica - toma os mistérios cristãos por garantidos e, em seguida, à luz desses mistérios e das leituras extensivas por si efectuadas (principalmente de autores pagãos), tece considerandos sobre como devia ser a vida de um cristão. Francesco Petrarca é universalmente considerado o percursor do Humanismo italiano. Coroado como poeta laureado em Roma, tornou-se mais tarde o poeta mais popular do Renascimento, com a sua obra a revelar-se uma imensa fonte de inspiração para muitos. No caso português exerceu grande influência em Luís de Camões.
Sinopse
Um relato profundo e intensamente pessoal sobre o sofrimento interior e a angústia mental dadas à pena por um homem considerado o primeiro poeta moderno.Profundamente perturbado pelo seu esforço - e fracasso - para atingir a perfeição espiritual, Petrarca procurou a catarse através da escrita de um ?livro secreto?. Apenas neste podia verter os seus mais íntimos segredos, frustrações e desejos. Uma das causas da sua infelicidade era a sua incapacidade de refrear-se dos pecados da carne. Nisso não era diferente da maioria do clero secular, excepto, talvez, no grau do descontentamento e do desespero que dele se apossavam após cada lapso? Petrarca ao longo do seu livro dialoga com Santo Agostinho e a comparação com as Confissões de Agostinho seria inevitável mesmo que Petrarca não a encorajasse. Claro que o Livro Secreto não possui a profundidade metafísica das Confissões, pois não era essa a intenção de Petrarca. O seu interesse aqui, como sempre, reside na moral em vez da metafísica - toma os mistérios cristãos por garantidos e, em seguida, à luz desses mistérios e das leituras extensivas por si efectuadas (principalmente de autores pagãos), tece considerandos sobre como devia ser a vida de um cristão. Francesco Petrarca é universalmente considerado o percursor do Humanismo italiano. Coroado como poeta laureado em Roma, tornou-se mais tarde o poeta mais popular do Renascimento, com a sua obra a revelar-se uma imensa fonte de inspiração para muitos. No caso português exerceu grande influência em Luís de Camões.Ficha Técnica
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