O Método da Fronteira - Radiografia Histórica de um Dispositivo Contemporâneo (Matrizes Ibéricas e Americanas)
De: Rui Cunha Martins
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Sinopse
O leitor deste livro será confrontado com a seguinte ideia: a de que a fronteira, operador político por excelência, é hoje mecanismo não amputavel, não redutível a uma simples condição de obsolescência histórica e política, e, sobretudo, não dispensável, deparar-se-á também com a insistência, talvez ousada, na ideia de que a demarcação se inscreve entre as necessidade vitais de um mundo que, precisamente, se apresenta como irrestrito e que, encerrando a fronteira um potencial demarcatório inestimável, ela pode ser mecanismo de resistência contra o totalitarismo das sociedades incapazes da produção de limites. Mas deparar-se-á também com uma advertência: a de que, de acordo com essa providência cautelar da democracia segundo a qual devemos poder defender-nos daquilo que nos defende, a fronteira é, basicamente, imprevisível e merece, por conseguinte, tanto as nossas reservas quanto a nossa atenção. Merece, numa palavra, que a consideremos pelas dimensões técnicas que, como dispositivo que é, ela assegura, isto é, que a avaliemos, afinal, pelo seu método. Dír-me-ão, talvez, que esta estratégia de valorização do elemento funcional da fronteira transporta o conceito e a sua avaliação presente para uma dimensão excessivamente técnica. Estou disposto a concordar que sim, mas não para o lamentar, seja-me permitida a sinceridade de dizer que essa objecção coincide mesmo, no caso vertente, com o meu objectivo. Quanto mais conheço o assunto, mais me parece que ele é demasiado sério para o depurar das dimensões pragmáticas. Tenho a convicção de que o leitor mais heterodoxo se reconhecerá nesta posição.Rui Cunha Martins, da IntroduçãoFicha Técnica
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