Neste livro reúnem-se textos de José Tolentino Mendonça que exploram a relação entre cristianismo e cultura, dos tempos bíblicos até aos mais recentes acontecimentos na sociedade portuguesa. Um livro notável para se ler de um fôlego, nestes tempos conturbados emque a sociedade vive a um ritmo alucinante, quase sempre sem disponibilidade para olhar além do seu lado materialista.«Um dos passos mais intrigantes da Bíblia tem a ver com um hipopótamo. E não é propriamente um divertimento teológico, pois surge numa obra que explora muito seriamente os limites da responsabilidade humana perante a experiência devastadora do Mal. Falo do Livro de Job, claro. Oque primeiro nos surge ali é o protesto de Job contra o Mal que se abate inexplicavelmente sobre a sua história, protesto que se estende até Deus, já que, afinal, Ele não isenta os justos das tribulações.Mas depois vem o momento em que Deus se propõe interrogá-lo. E nesse diálogo assombroso, desenvolve-se um raciocínio que não pode ser mais desconcertante. Job só consegue pensar nas suas aflições, nas razões e desrazões com as quais, inutilmente, esgrime. Deus, porém, desafia-o a olhar defrente para… um hipopótamo. “Vê o hipopótamo que criei como a ti… Ele levanta a sua cauda como um cedro, os tendões das suas coxas estão entrelaçados. Os seus ossos são como tubos de bronze, a sua estrutura é semelhante a pranchas de ferro. É a obra-prima de Deus…, ninguém se atreve a provocá-lo.”[…]»
Sinopse
Neste livro reúnem-se textos de José Tolentino Mendonça que exploram a relação entre cristianismo e cultura, dos tempos bíblicos até aos mais recentes acontecimentos na sociedade portuguesa. Um livro notável para se ler de um fôlego, nestes tempos conturbados emque a sociedade vive a um ritmo alucinante, quase sempre sem disponibilidade para olhar além do seu lado materialista.«Um dos passos mais intrigantes da Bíblia tem a ver com um hipopótamo. E não é propriamente um divertimento teológico, pois surge numa obra que explora muito seriamente os limites da responsabilidade humana perante a experiência devastadora do Mal. Falo do Livro de Job, claro. Oque primeiro nos surge ali é o protesto de Job contra o Mal que se abate inexplicavelmente sobre a sua história, protesto que se estende até Deus, já que, afinal, Ele não isenta os justos das tribulações.Mas depois vem o momento em que Deus se propõe interrogá-lo. E nesse diálogo assombroso, desenvolve-se um raciocínio que não pode ser mais desconcertante. Job só consegue pensar nas suas aflições, nas razões e desrazões com as quais, inutilmente, esgrime. Deus, porém, desafia-o a olhar defrente para… um hipopótamo. “Vê o hipopótamo que criei como a ti… Ele levanta a sua cauda como um cedro, os tendões das suas coxas estão entrelaçados. Os seus ossos são como tubos de bronze, a sua estrutura é semelhante a pranchas de ferro. É a obra-prima de Deus…, ninguém se atreve a provocá-lo.”[…]»
Ficha Técnica
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