No Carnaval de 1943 três navios alemães e um italiano, todos civis,
foram incendiados e afundados, pelos próprios tripulantes, no porto
de Mormugão, no então Estado Português da Índia. Resistiam assim a
um ataque do SOE britânico, o serviço de operações especiais
encarregue da «guerra não cavalheiresca».
Para proteger os interesses aliados, as autoridades portuguesas
condenaram judicialmente os tripulantes, dando como não provado
que tivessem resistido a uma tentativa de apresamento, com violação
da nossa neutralidade.
Ao erro judiciário seguiu-se a propaganda: para os britânicos, o fiasco
da expedição foi convertido em vitória. Só os portugueses saíram mal
do incidente.
Salazar teve de intervir junto do poder judicial e o silêncio caiu sobre
a história.
Este livro tenta repor a verdade, para além das conveniências.
Sinopse
No Carnaval de 1943 três navios alemães e um italiano, todos civis, foram incendiados e afundados, pelos próprios tripulantes, no porto de Mormugão, no então Estado Português da Índia. Resistiam assim a um ataque do SOE britânico, o serviço de operações especiais encarregue da «guerra não cavalheiresca». Para proteger os interesses aliados, as autoridades portuguesas condenaram judicialmente os tripulantes, dando como não provado que tivessem resistido a uma tentativa de apresamento, com violação da nossa neutralidade. Ao erro judiciário seguiu-se a propaganda: para os britânicos, o fiasco da expedição foi convertido em vitória. Só os portugueses saíram mal do incidente. Salazar teve de intervir junto do poder judicial e o silêncio caiu sobre a história. Este livro tenta repor a verdade, para além das conveniências.Ficha Técnica
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