Depois de Rui Knopfli, Sebastião Alba e José Craveirinha, Luís Carlos Patraquim (nascido em 1953, na então Lourenço Marques) é provavelmente o maior poeta moçambicano. Patraquim tem uma arte poética bem calibrada, capaz de escrever poemas curtos muito expressivos e quase expressionistas, verbalmente densos e imprevisíveis, com uma aposta imagística eficaz. São poemas a que podemos aceder apenas pela sua força verbal, estribada também numa repetição quase ritualística e num sentido rítmico notável.
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