O estudo que agora é publicado por Marta Caldas tem origem no meu
Seminário de Doutoramento em Direito Fiscal, na Faculdade de Direito da
Universidade de Lisboa, no ano letivo de 2013/14. Ele revela grande
coragem e forte personalidade da autora, num contexto em que as
discussões se tinham apenas iniciado. Marta Caldas faz um sério estudo
da doutrina portuguesa (e não só) sobre o conceito de elisão fiscal e de
planeamento fiscal, incluindo o de planeamento fiscal agressivo,
introduzido entre nós pelo Decreto-Lei n.º 29/2008 de 25 de fevereiro. A
autora procura dar um significado jurídico ao «planeamento fiscal
agressivo», definindo-o como «a adoção de determinados comportamentos
que aproveitando disparidades e tecnicidades das normas ou ordenamentos
fiscais geram uma vantagem fiscal não prevista, que excede a
justificação económica subjacente ao comportamento (por isso não
artificial), conduzindo a uma redução significativa da quota-parte de
contribuição do contribuinte, em termos que compromete os princípios da
equidade e justiça fiscal. Trata-se de um planeamento fiscal legal,
admissível, mas imoral». O planeamento fiscal agressivo é assim
autonomizado do mero planeamento e da elisão ou abuso fiscal e postula
uma reação legislativa. Não contém em si uma censura jurídica ao
comportamento do sujeito passivo. Este livro, resultado de um honesto
trabalho de investigação, é adequado a quem quer acompanhar os recentes
desenvolvimentos jurídicos e de política fiscal em matéria de
planeamento fiscal agressivo, e por isso o recomendamos.
Sinopse
Ficha Técnica
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