Ao acentuar a visualidade e o visionarismo das imagens verbais, ou a sua
tensão e rapidez, a poesia de tradição moderna apresenta-se muitas
vezes como uma espécie de cinema, uma arte na qual o fluxo das imagens
desempenha um papel determinante. «O cinema extrai da pintura a acção
latente de deslocação, de percurso. Tome-se um poema: não há diferença»,
escreveu Herberto Helder. Como pensar esta similaridade, esta
convergência? Em que consiste o cinematismo da poesia? Os autores
estudados neste livro encaminham-nos para algumas respostas. […] Quando são tidos em conta os diálogos da poesia com o cinema, a presença
temática do universo cinematográfico é normalmente destacada, pelo que
ganham especial relevância os poemas dedicados a filmes, realizadores e
actores, ou os poemas que funcionam por processos ecfrásticos e por
transposição narrativa. […] Há um outro tipo de relação entre a poesia e o cinema que diz respeito
às cumplicidades entre duas artes que partilham uma extensa e multímoda
reflexão sobre os processos de fazer imagem. Herberto Helder, Carlos de
Oliveira, Luiza Neto Jorge, Al Berto, Luís Miguel Nava, Fernando
Guerreiro ou Manuel Gusmão desenvolvem formas de intermedialidade
situáveis nesse plano, que este livro procura apreender. Rosa Maria Martelo é professora associada da Faculdade de Letras da
Universidade do Porto, onde se doutorou em 1996, e investigadora do
Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Tem colaborado em
diversas revistas e publicou vários livros de ensaios, entre os quais A
Forma Informe — Leituras de Poesia (2010). Organizou, com Joana Matos
Frias e Luís Miguel Queirós, a antologia Poemas com Cinema
Sinopse
Como pensar esta similaridade, esta convergência? Em que consiste o cinematismo da poesia? Os autores estudados neste livro encaminham-nos para algumas respostas.
[…]
Quando são tidos em conta os diálogos da poesia com o cinema, a presença temática do universo cinematográfico é normalmente destacada, pelo que ganham especial relevância os poemas dedicados a filmes, realizadores e actores, ou os poemas que funcionam por processos ecfrásticos e por transposição narrativa.
[…]
Há um outro tipo de relação entre a poesia e o cinema que diz respeito às cumplicidades entre duas artes que partilham uma extensa e multímoda reflexão sobre os processos de fazer imagem. Herberto Helder, Carlos de Oliveira, Luiza Neto Jorge, Al Berto, Luís Miguel Nava, Fernando Guerreiro ou Manuel Gusmão desenvolvem formas de intermedialidade situáveis nesse plano, que este livro procura apreender.
Rosa Maria Martelo é professora associada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde se doutorou em 1996, e investigadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Tem colaborado em diversas revistas e publicou vários livros de ensaios, entre os quais A Forma Informe — Leituras de Poesia (2010). Organizou, com Joana Matos Frias e Luís Miguel Queirós, a antologia Poemas com Cinema
Ficha Técnica
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