O Ciclo do Pão Alvo, agora dado à estampa, é uma sucinta
monografia, alusiva ao amanho do trigo, nos sucessivos estádios que vão
da sementeira à debulha. Transcorrem quatro estações. E enquanto o trigo
medra e não medra, o autor vai esboçando um retrato da vila da Golegã,
com incursões pelos domínios da sociologia e da antropologia, da
geografia, da etnografia, da linguística, sempre por referência à década
de quarenta. Aqui e ali a narrativa resvala para a crónica de costumes,
pequena transgressão que os leitores, por certo, não deixarão de
relevar mas que, na perspectiva do autor, se afigura primordial para
retratar uma discreta vila rural no quadro de uma grande convulsão à
escala mundial e das profundas transformações que lhe sucederam. O
derradeiro capítulo do livro poderá o leitor tomá-lo como parábola, seja
o exemplo, ainda que figurado, de como a terra, sendo fecunda, é sempre
madrasta para que dela não tem a posse.
Sinopse
O derradeiro capítulo do livro poderá o leitor tomá-lo como parábola, seja o exemplo, ainda que figurado, de como a terra, sendo fecunda, é sempre madrasta para que dela não tem a posse.
Ficha Técnica
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