The Sheltering Sky (O Céu que nos Protege) é o grande romance de Paul Bowles, publicado em 1954 e escrito em grande parte no deserto, onde a acção se desenrola. Aqui, como de resto em toda a ficção de Bowles, reflecte-se o absurdo do mundo moderno, onde a crueza, a corrupção e a irrupção do desejo surgem a par da inocência de quem não compreende nem julga. À medida que Kit e Port vão percorrendo o Sara arriscam-se e atraiçoam-se continuamente até ao momento em que alcançam a loucura ou a morte. Nos romances e nos contos de Bowles não há realmente culpados, há uma hierarquia de valores, uma explicação do humano. As personagens abandonam-se a um outro tipo de razão. Por tudo isto, os escritos de Bowles têm suscitado uma imensa sedução e não é por acaso que Gore Vidal o considera um dos expoentes da ficção americana.
por: Ana Cristina Leonardo, in Expresso em: 06 Novembro 2004
"O romance mais conhecido de Paul Bowles (1910-1999), publicado originalmente na década de 40, está na génese da sua fama literária e transformou-o num autor de culto. Apesar de ter assinado muitos outros títulos (e do seu imenso trabalho na área da música, a sua primeira vocação), é inegável que O Céu Que Nos Protege é a grande obra deste norte-americano que, em 1947, e a conselho de Gertrude Stein, embarca para Marrocos trocando, definitivamente, Nova Iorque por Tânger (...) Um grande livro que se reedita passados 14 anos."
Sinopse
The Sheltering Sky (O Céu que nos Protege) é o grande romance de Paul Bowles, publicado em 1954 e escrito em grande parte no deserto, onde a acção se desenrola. Aqui, como de resto em toda a ficção de Bowles, reflecte-se o absurdo do mundo moderno, onde a crueza, a corrupção e a irrupção do desejo surgem a par da inocência de quem não compreende nem julga. À medida que Kit e Port vão percorrendo o Sara arriscam-se e atraiçoam-se continuamente até ao momento em que alcançam a loucura ou a morte. Nos romances e nos contos de Bowles não há realmente culpados, há uma hierarquia de valores, uma explicação do humano. As personagens abandonam-se a um outro tipo de razão. Por tudo isto, os escritos de Bowles têm suscitado uma imensa sedução e não é por acaso que Gore Vidal o considera um dos expoentes da ficção americana.Ficha Técnica
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(0 comentários dos leitores)Críticas Literárias
por: Ana Cristina Leonardo, in Expresso em: 06 Novembro 2004