O estilo, a beleza, a mobilização do gosto e das sensibilidades
impõem-se a cada dia que passa como imperativos estratégicos das marcas:
o capitalismo do hiperconsumo é um modo de produção estética. As
indústrias de consumo, o design, a moda, a publicidade, a decoração, o
cinema criam, de forma massificada, produtos plenos de sedução, tentando
assim veicular afectos e sensibilidade, num universo estético
heterogéneo que vai proliferando. E o real vai-se construindo como uma
imagem com dimensão estética, que se tornou cada vez mais importante na
concorrência entre as marcas globais. É isto o capitalismo artístico,
que se caracteriza pelo peso crescente das experiências e sensações, por
um trabalho sistemático de estilização dos bens e dos locais
comerciais, pela integração generalizada da arte, do visual e do afecto
na esfera do consumo. Ao criar uma paisagem económica caótica a nível
mundial estilizando o universo do quotidiano, «o capitalismo é menos um
ogre que devora os seus próprios filhos do que um Jano de duas faces».
Sinopse
Ficha Técnica
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