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Pedro Cabrita:
Uma excelente prosa mas, mais do que isso, uma perspectiva que define com fina subtileza a dimensão e importância deste trabalho.
"O Caçador de Brumas" vingará como uma derradeira viagem de exploradores aos confins do continente africano, mas agora com carregadores brancos que transportam às costas uma memória viva que poucos tiveram o ensejo de conhecer e usufruir.
O tempo agora é de folhear as anharas e o majestoso porte da floresta angolana, soprando o pó antigo das picadas, como se grãos de uma história de África que não soubemos construir.
Que fique pois para a História esta indelével Bruma ungida por este incansável Caçador que faz questão de nos abrir portas seculares seladas pela cegueira política dos homens.
Pedro C.
17 Fevereiro 2012 às 14:55:27 -
Pedro Cabrita:
Uma excelente prosa mas, mais do que isso, uma perspectiva que define com fina subtileza a dimensão e importância deste trabalho.
"O Caçador de Brumas" vingará como uma derradeira viagem de exploradores aos confins do continente africano, mas agora com carregadores brancos que transportam às costas uma memória viva que poucos tiveram o ensejo de conhecer e usufruir.
O tempo agora é de folhear as anharas e o majestoso porte da floresta angolana, soprando o pó antigo das picadas, como se grãos de uma história de África que não soubemos construir.
Que fique pois para a História esta indelével Bruma ungida por este incansável Caçador que faz questão de nos abrir portas seculares seladas pela cegueira política dos homens.
Pedro C.
17 Fevereiro 2012 às 14:54:52
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Sinopse
“… há nesta narrativa, simultaneamente heróica e singela e que se desenvolve ao ritmo de um galope fluido e por vezes torrencial, uma estranha (di)sonância entre o que é narrado e o que, nessa narração, omitido embora, se insinua. De facto, sendo o autor um militar que viveu a dolorosa experiência da guerra, ele obstina-se na intencional omissão desse cruento período. Sabemos bem, porém, como se nos pega à alma aquilo que insistimos em afugentar – há, por via dessa obsessiva negação, uma presença em bruma desse fantasma obsidiante. E, nessa medida, é paradoxal o estatuto do autor: ele não é um romancista, como outros, da guerra colonial, porque simplesmente ele nada escreve sobre ela, mas, paradoxalmente, não deixa de o ser, sem dúvida, uma vez que é sobre tudo o que a envolveu e, de algum modo, a motivou, que ele realmente escreve. E esta espécie de interdito emocional que lhe flagela o coração, de tão flagrante e ostensivamente evitado, o que faz é realçar o que, assim, se quereria apagado. Dir-se-ia, pois, o seguinte: o militar que mora no autor João Sena é indissociável da guerra que viveu…” (Antunes de Sousa)
Ficha Técnica
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