«O ideal romântico, que associou o casamento à ideia de um vínculo amoroso duradouro, com o objectivo de tornar os parceiros felizes, só entrou em cena no século xx. (…) Com a nova concepção, que veio a postular o vínculo amoroso como única razão legítima para o casamento, a escolha do companheiro passou a ser feita pelos parceiros – e sobre estes vai recair a responsabilidade de tomar opções erradas. A felicidade conjugal e a harmonia da família tornaram-se atestados de que o parceiro foi bem escolhido e de que o casal é suficientemente sábio e amadurecido para conservar o vínculo. Surge daí uma ansiedade nova: marido e mulher procuram demonstrar ao mundo o sucesso da sua relação, por meio de provas materiais e simbólicas: uma casa bonita e sempre arrumada, os filhos bem vestidos e com boas notas.Mas o que é que tem, de facto, o amor a ver com o casamento? Mais: de onde surgiu o mito de que o casamento tem por objectivo tornar as pessoas felizes? E, ainda por cima, para sempre...?O mais espantoso é que o casamento funciona. Como o besouro, que voa contra todas as possibilidades anatómicas e aerodinâmicas, o casamento pode até dar certo, apesar de todas as armadilhas e ilusões que um casal enfrenta ao longo do caminho.»
Sinopse
«O ideal romântico, que associou o casamento à ideia de um vínculo amoroso duradouro, com o objectivo de tornar os parceiros felizes, só entrou em cena no século xx. (…) Com a nova concepção, que veio a postular o vínculo amoroso como única razão legítima para o casamento, a escolha do companheiro passou a ser feita pelos parceiros – e sobre estes vai recair a responsabilidade de tomar opções erradas. A felicidade conjugal e a harmonia da família tornaram-se atestados de que o parceiro foi bem escolhido e de que o casal é suficientemente sábio e amadurecido para conservar o vínculo. Surge daí uma ansiedade nova: marido e mulher procuram demonstrar ao mundo o sucesso da sua relação, por meio de provas materiais e simbólicas: uma casa bonita e sempre arrumada, os filhos bem vestidos e com boas notas.Mas o que é que tem, de facto, o amor a ver com o casamento? Mais: de onde surgiu o mito de que o casamento tem por objectivo tornar as pessoas felizes? E, ainda por cima, para sempre...?O mais espantoso é que o casamento funciona. Como o besouro, que voa contra todas as possibilidades anatómicas e aerodinâmicas, o casamento pode até dar certo, apesar de todas as armadilhas e ilusões que um casal enfrenta ao longo do caminho.»
Ficha Técnica
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