Neste trabalho, Luísa Lobão Moniz dá voz às crianças: o que sabem, o que sentem e o que querem da escola, quais as suas representações da escola multicultural que frequentam. O ponto de partida deste livro fundamental é o de que a diversidade é um bem e uma realidade a ser trabalhada no sentido de uma convivência harmoniosa e não um problema a ignorar. Para a autora, a escola é, certamente, um local por excelência de inclusão das diversidades, não deixando de ser também um local de tensões culturais, com uma cultura própria e dominante.Aqui são abordadas de forma rigorosa as realidades que estabelecem conexões, linhas de força, no sentido de não serem esquecidos os condicionalismos da pessoa, que, por o ser, não vive nenhum determinismo cultural ou social. A autora acredita que as Representações Sociais não são imutáveis, mas que podem modificar realidades e serem por estas modificadas e que a Educação é, antes de mais, relação, defesa da alteridade inclusiva pela diferença positiva, uma prática baseada na dinâmica relacional na defesa dos direitos de cada um no processo de aprendizagem.Pode inferir-se desta obra que a criança apesar de possuir representações sociais por antecipação (a família e os amigos em relação à Escola), não deixa de as construir, autonomamente, através da sua própria vivência e relação com a Escola. Através de uma abordagem aos documentos mais significativos da escola “Entre-Nós”, às entrevistas exploratórias e ao questionário a autora fez uma análise numa perspectiva intercultural tendo por base os contributos teóricos da Sociologia, Antropologia, Filosofia, Psicossociologia e Educação Intercultural.Segundo a autora, para que a Escola se possa assumir como um espaço em que as descontinuidades, e até mesmo as rupturas culturais, sejam cada vez mais atenuadas, há que ter um conhecimento mais aprofundado e consistente da comunidade em que está inserida, das crianças que lhe dão sentido e que tipo de dinâmicas culturais e de comunicação são estabelecidas. Cada cultura poderá ser um ponto de partida e também um ponto de chegada face à mudança ou à cristalização dos comportamentos.
Sinopse
Neste trabalho, Luísa Lobão Moniz dá voz às crianças: o que sabem, o que sentem e o que querem da escola, quais as suas representações da escola multicultural que frequentam. O ponto de partida deste livro fundamental é o de que a diversidade é um bem e uma realidade a ser trabalhada no sentido de uma convivência harmoniosa e não um problema a ignorar. Para a autora, a escola é, certamente, um local por excelência de inclusão das diversidades, não deixando de ser também um local de tensões culturais, com uma cultura própria e dominante.Aqui são abordadas de forma rigorosa as realidades que estabelecem conexões, linhas de força, no sentido de não serem esquecidos os condicionalismos da pessoa, que, por o ser, não vive nenhum determinismo cultural ou social. A autora acredita que as Representações Sociais não são imutáveis, mas que podem modificar realidades e serem por estas modificadas e que a Educação é, antes de mais, relação, defesa da alteridade inclusiva pela diferença positiva, uma prática baseada na dinâmica relacional na defesa dos direitos de cada um no processo de aprendizagem.Pode inferir-se desta obra que a criança apesar de possuir representações sociais por antecipação (a família e os amigos em relação à Escola), não deixa de as construir, autonomamente, através da sua própria vivência e relação com a Escola. Através de uma abordagem aos documentos mais significativos da escola “Entre-Nós”, às entrevistas exploratórias e ao questionário a autora fez uma análise numa perspectiva intercultural tendo por base os contributos teóricos da Sociologia, Antropologia, Filosofia, Psicossociologia e Educação Intercultural.Segundo a autora, para que a Escola se possa assumir como um espaço em que as descontinuidades, e até mesmo as rupturas culturais, sejam cada vez mais atenuadas, há que ter um conhecimento mais aprofundado e consistente da comunidade em que está inserida, das crianças que lhe dão sentido e que tipo de dinâmicas culturais e de comunicação são estabelecidas. Cada cultura poderá ser um ponto de partida e também um ponto de chegada face à mudança ou à cristalização dos comportamentos.Ficha Técnica
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