O mais recente romance de Andrés Barba, eleito pela revista Granta um
dos melhores ficcionistas de língua espanhola da sua geração. «Talvez
fosse essa uma das piores tragédias do palhaço: a de que toda a gente
desejasse constantemente que o palhaço fizesse de palhaço sem descanso,
até ao fim dos tempos.» O cientista Marcos Trelles prepara-se para
publicar um artigo numa importante revista da especialidade, mas terá de
anexar uma curta biografia de trezentas palavras. Nas duas semanas de
que dispõe para a escrever, viaja com a esposa até à casa da sogra,
falecida um ano antes, para resolver de vez o problema da herança. Na
mesma altura, regressa a Espanha Abel, o cunhado, que pretende vender a
casa da mãe e desfazer-se da última coisa que o liga ao país onde
nasceu. Célebre comediante já reformado, foi ele quem, anos antes,
empreendeu uma campanha política que elegesse um manequim para o
Congresso, como forma de desmascarar o teatro político que nos subjuga. Quem
sou eu? Esta interrogação desafia Marcos a encontrar, no caos do nosso
quotidiano de austeridade e desemprego, uma possibilidade de ordem
dentro de si, mas igualmente dentro de um país despedaçado. No mais
recente romance de Andrés Barba, a prosa limpa esconde a navalha com que
se escalpeliza o espetáculo da política.
Sinopse
«Talvez fosse essa uma das piores tragédias do palhaço: a de que toda a gente desejasse constantemente que o palhaço fizesse de palhaço sem descanso, até ao fim dos tempos.» O cientista Marcos Trelles prepara-se para publicar um artigo numa importante revista da especialidade, mas terá de anexar uma curta biografia de trezentas palavras. Nas duas semanas de que dispõe para a escrever, viaja com a esposa até à casa da sogra, falecida um ano antes, para resolver de vez o problema da herança. Na mesma altura, regressa a Espanha Abel, o cunhado, que pretende vender a casa da mãe e desfazer-se da última coisa que o liga ao país onde nasceu. Célebre comediante já reformado, foi ele quem, anos antes, empreendeu uma campanha política que elegesse um manequim para o Congresso, como forma de desmascarar o teatro político que nos subjuga.
Quem sou eu? Esta interrogação desafia Marcos a encontrar, no caos do nosso quotidiano de austeridade e desemprego, uma possibilidade de ordem dentro de si, mas igualmente dentro de um país despedaçado. No mais recente romance de Andrés Barba, a prosa limpa esconde a navalha com que se escalpeliza o espetáculo da política.
Ficha Técnica
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