"Partindo da análise de textos setecentistas – teatro popular e arcádico, publicações periódicas, relatos de viajantes estrangeiros, memórias, obras pedagógicas, moralizantes ou satíricas –, a autora procura apreender as mulheres portuguesas da segunda metade do século XVIII na sua vida de relação.Do discurso normativo dirigido à mulher ao quotidiano transformado pelos novos hábitos de convívio social, dos projectos reformistas de educação feminina à sua prática comum, dos papéis tradicionais aos novos papéis e representações femininos, do tradicional espaço claustral aos novos espaços públicos, das reacções do discurso moralista às suas tentativas de conciliação, eis as diferentes abordagens de um mesmo tema central – as formas de sociabilidade, às quais se atribui o papel de ""motor de transformações"".Transformações estas que justificam concluir ter sido a segunda metade do séc. XVIII português ""uma época de crise, de mudança, no que se refere à sociabilidade, aos espaços e papéis femininos"" e considerar que ""as mulheres, grupo social embora desarticulado, favorecidas pelo ambiente socio-mental, abriram, pois, um período de tensão, conflitos e solução de continuidade no relacionamento do discurso normativo (que as enquadrava) com as práticas sociais que passaram a adoptar. Representando-se a si próprias como seres sociáveis (...), impuseram ao outro sexo a reformulação das suas representações sobre a mulher, sobre si próprio e sobre o relacionamento dos sexos ou obrigaram-no a contestar os papéis que a mulher se atribuía a si e ao homem""."
Sinopse
"Partindo da análise de textos setecentistas – teatro popular e arcádico, publicações periódicas, relatos de viajantes estrangeiros, memórias, obras pedagógicas, moralizantes ou satíricas –, a autora procura apreender as mulheres portuguesas da segunda metade do século XVIII na sua vida de relação.Do discurso normativo dirigido à mulher ao quotidiano transformado pelos novos hábitos de convívio social, dos projectos reformistas de educação feminina à sua prática comum, dos papéis tradicionais aos novos papéis e representações femininos, do tradicional espaço claustral aos novos espaços públicos, das reacções do discurso moralista às suas tentativas de conciliação, eis as diferentes abordagens de um mesmo tema central – as formas de sociabilidade, às quais se atribui o papel de ""motor de transformações"".Transformações estas que justificam concluir ter sido a segunda metade do séc. XVIII português ""uma época de crise, de mudança, no que se refere à sociabilidade, aos espaços e papéis femininos"" e considerar que ""as mulheres, grupo social embora desarticulado, favorecidas pelo ambiente socio-mental, abriram, pois, um período de tensão, conflitos e solução de continuidade no relacionamento do discurso normativo (que as enquadrava) com as práticas sociais que passaram a adoptar. Representando-se a si próprias como seres sociáveis (...), impuseram ao outro sexo a reformulação das suas representações sobre a mulher, sobre si próprio e sobre o relacionamento dos sexos ou obrigaram-no a contestar os papéis que a mulher se atribuía a si e ao homem""."Ficha Técnica
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