«Aqui nos traz Manuel de Lima Bastos mais coisas sobre Aquilino, agora
sobre os grandes temas da primavera do Homem como são a caça e a pesca.
Ele insiste em desvelar uma personalidade forte e uma obra inesgotável.
Como na reincidência em belas obras está o caminho da virtude - não sei
se caminho, se voo, porque seria talvez mais apropriado referir o voo de
águia, literalmente um voo aquilino - tal me anima a também reincidir
agora na contracapa, isto é, contra a capa que cobre a verdade das
coisas. E, a propósito destes pequenos jogos de palavras, evoco a
caturrice das nossas controvérsias no desvendar da verdade oculta nos
modos de dizer picarescos (pincha-no-crivo, meter-se de gorra) ou
simplesmente belos (chuva estiada). À apreciação mais minuciosa da minha
parte redarguia Manuel de Lima Bastos com a brandura aparente da escusa
mansa: "Mas eu não sou filólogo nem gramático!". E eu a retorquir-lhe
bravamente: "Com essa de não seres filólogo… vai-te lixar. Muito mais:
és um escritor e, sem eles, para que servem os filólogos?" É como se
Nosso Senhor dissesse: ‘"Desculpem, eu sou só Deus, não sou teólogo"!
Ou, em ramo mais chegado às nossas artes "Perdoem, não sou jurista…sou
apenas o legislador’!"». Por considerar a filologia fascinante, entendo
que estas páginas sobre Aquilino não são outra coisa senão filologia
aplicada. Aqui deixo o eco dessas furibundas discussões, convicto de ser
o que mais acertado disse sobre Manuel de Lima Bastos.» (Bernardo da
Gama Lobo Xavier, professor catedrático da Universidade Católica
Portuguesa)
Sinopse
Ficha Técnica
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