Alengarve — […] território com cerca de 2000 km2 articulado pelo Rio Guadiana, desde o sair de apertados desfiladeiros, de que o mais dramático é o Pulo do Lobo, a norte de Mértola, até ao sul de Alcoutim, onde se espraia pelos sapais de Castro Marim antes de chegar à foz, em Vila Real de Santo António. O desenrolar do presente estudo confirmou afinidades e esbatimentos nas fronteiras das regiões maiores, o Alentejo e o Algarve. O Guadiana é um fio condutor sólido e historicamente reconhecido, e os parentescos fortes de Mértola e Alcoutim advêm não só da sua condição de portos próximos, partilhando de origens lendárias, mas também de pontos semelhantes de convergência de uma orografia comum. Mas é em Mértola que se encontram rio, montanha e planície e é aí que se faz a rótula entre o interior e o litoral sul aonde se chega pelo rio. Daí a sua importância, mau grado piores condições de navegabilidade e maior distância à costa que outros locais com estabelecimentos humanos como Alcoutim e, a meio termo, o Pomarão. O estudo acabou por se concentrar, por razões práticas, no concelho de Mértola, mas deseja-se que a este trabalho se sigam coberturas semelhantes para as áreas circunvizinhas que se percebeu – por contacto directo e levantamentos incipientes – caberem dentro da mesma área ecológica, como o mostram algumas imagens apresentadas aqui. Não há, contudo, nenhuma intenção de provar com este trabalho a existência de uma região própria – mais uma – dividida pelos ditames da burocracia central. O que se pretende é dar a conhecer o que se viu destes lugares e da maneira como o seu espaço construído tem evoluído desde que lhes foram franqueadas as portas para o mundo pós-moderno, abertas em Portugal pelo 25 de Abril de 1974.”Fernando Varanda
Sinopse
Alengarve — […] território com cerca de 2000 km2 articulado pelo Rio Guadiana, desde o sair de apertados desfiladeiros, de que o mais dramático é o Pulo do Lobo, a norte de Mértola, até ao sul de Alcoutim, onde se espraia pelos sapais de Castro Marim antes de chegar à foz, em Vila Real de Santo António. O desenrolar do presente estudo confirmou afinidades e esbatimentos nas fronteiras das regiões maiores, o Alentejo e o Algarve. O Guadiana é um fio condutor sólido e historicamente reconhecido, e os parentescos fortes de Mértola e Alcoutim advêm não só da sua condição de portos próximos, partilhando de origens lendárias, mas também de pontos semelhantes de convergência de uma orografia comum. Mas é em Mértola que se encontram rio, montanha e planície e é aí que se faz a rótula entre o interior e o litoral sul aonde se chega pelo rio. Daí a sua importância, mau grado piores condições de navegabilidade e maior distância à costa que outros locais com estabelecimentos humanos como Alcoutim e, a meio termo, o Pomarão. O estudo acabou por se concentrar, por razões práticas, no concelho de Mértola, mas deseja-se que a este trabalho se sigam coberturas semelhantes para as áreas circunvizinhas que se percebeu – por contacto directo e levantamentos incipientes – caberem dentro da mesma área ecológica, como o mostram algumas imagens apresentadas aqui. Não há, contudo, nenhuma intenção de provar com este trabalho a existência de uma região própria – mais uma – dividida pelos ditames da burocracia central. O que se pretende é dar a conhecer o que se viu destes lugares e da maneira como o seu espaço construído tem evoluído desde que lhes foram franqueadas as portas para o mundo pós-moderno, abertas em Portugal pelo 25 de Abril de 1974.”Fernando VarandaFicha Técnica
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