Sabe-se que o futebol teve lugar de relevo no trabalho de jornalista de Fernando Assis Pacheco: reportagens, comentários, colunas regulares, entrevistas... e estas Memórias de um Craque, decerto o mais característico do largo conjunto. Na verdade, valerá menos como pequeno livro sobre futebol do que enquanto testemunho da importância do futebol na infância: fragmento de autobiografia cruzado com narrativa de episódios infanto-juvenis na Coimbra dos anos 40. Como testemunho autobiográfico, é precioso a vários títulos, e não será o menor deles aquele respeitante à própria constituição literária de Fernando Assis Pacheco, que em certos aspectos permaneceu fiel ao pequeno ‘craque’ aqui retratado em clave auto-irónica. A primeira, e até agora única, publicação das Memórias de um Craque fez-se em folhetim no Record, aos sábados, trinta capítulos sem qualquer interrupção entre 22 de Abril e 25 de Novembro de 1972. É esse texto que aqui se reproduz, corrigindo gralhas e lapsos evidentes e actualizando a ortografia nos poucos casos requeridos, porém, não uniformizámos a grafia do vocabulário desportivo de origem inglesa, cuja oscilação nos pareceu idiossincrática ou, quando menos, expressiva. (Abel Barros Baptista)
Sinopse
Sabe-se que o futebol teve lugar de relevo no trabalho de jornalista de Fernando Assis Pacheco: reportagens, comentários, colunas regulares, entrevistas... e estas Memórias de um Craque, decerto o mais característico do largo conjunto. Na verdade, valerá menos como pequeno livro sobre futebol do que enquanto testemunho da importância do futebol na infância: fragmento de autobiografia cruzado com narrativa de episódios infanto-juvenis na Coimbra dos anos 40. Como testemunho autobiográfico, é precioso a vários títulos, e não será o menor deles aquele respeitante à própria constituição literária de Fernando Assis Pacheco, que em certos aspectos permaneceu fiel ao pequeno ‘craque’ aqui retratado em clave auto-irónica. A primeira, e até agora única, publicação das Memórias de um Craque fez-se em folhetim no Record, aos sábados, trinta capítulos sem qualquer interrupção entre 22 de Abril e 25 de Novembro de 1972. É esse texto que aqui se reproduz, corrigindo gralhas e lapsos evidentes e actualizando a ortografia nos poucos casos requeridos, porém, não uniformizámos a grafia do vocabulário desportivo de origem inglesa, cuja oscilação nos pareceu idiossincrática ou, quando menos, expressiva. (Abel Barros Baptista)Ficha Técnica
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