A noite descera ainda há pouco, e uma chuva miudinha, impertinente e morna, bailava no ar perfumado da Primavera que chegava, quando batemos à porta. – Quem é? – Perguntou uma voz de mulher. – Gente de bem. Rangeu a fechadura, a porta abriu¬ se com franqueza, e entrámos. Luisinho estava com um discípulo. Quando me acompanhava fez as apresentações, e eu disse ao que ia. Luisinho pousou o violão e começou imediatamente a falar. Falava de pálpebras cerradas, mas por certo estava vendo nitidamente no passado, através do seu mundo de sombras, pois que as palavras jorravam-lhe da boca e vinham animadas e vivas como pássaros prisioneiros a que abrissem de súbito a porta da gaiola.
Sinopse
A noite descera ainda há pouco, e uma chuva miudinha, impertinente e morna, bailava no ar perfumado da Primavera que chegava, quando batemos à porta. – Quem é? – Perguntou uma voz de mulher. – Gente de bem. Rangeu a fechadura, a porta abriu¬ se com franqueza, e entrámos. Luisinho estava com um discípulo. Quando me acompanhava fez as apresentações, e eu disse ao que ia. Luisinho pousou o violão e começou imediatamente a falar. Falava de pálpebras cerradas, mas por certo estava vendo nitidamente no passado, através do seu mundo de sombras, pois que as palavras jorravam-lhe da boca e vinham animadas e vivas como pássaros prisioneiros a que abrissem de súbito a porta da gaiola.Ficha Técnica
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