«Que doidice é essa? Valha-nos Alá! Tu queres ir
trabalhar! E porquê? O que te desagrada nesta casa? Filho ingrato! Sustentei-te
e vesti-te durante tantos anos e é esta a tua paga! Queres então cobrir-nos de
vergonha!»
Por que razão deverá uma pessoa trabalhar, podendo evitá-lo? É nesta
interrogação oriental que se alicerça toda a obra de Cossery. Mandriões no
Vale Fértil (1947), esgotado há vários anos, é o romance em que o autor
dedica ao seu tema predilecto – o ódio sarcástico ao trabalho – uma maior
amplitude filosófica. A mandriice, longe de ser um defeito, é cultivada como
uma flor rara e preciosa pelas personagens deste livro. Numa vivenda a pedir
obras, nos arredores de uma grande cidade egípcia, mora uma família singular:
um ancião, os seus três filhos e um tio que ali encontrou refúgio depois de ter
delapidado toda a fortuna. Convictos de que o trabalho engendra apenas a
desordem e a desgraça, descobrem que manter a doce sonolência que reina em casa
é, afinal, uma árdua tarefa.
Sinopse
Por que razão deverá uma pessoa trabalhar, podendo evitá-lo? É nesta interrogação oriental que se alicerça toda a obra de Cossery. Mandriões no Vale Fértil (1947), esgotado há vários anos, é o romance em que o autor dedica ao seu tema predilecto – o ódio sarcástico ao trabalho – uma maior amplitude filosófica. A mandriice, longe de ser um defeito, é cultivada como uma flor rara e preciosa pelas personagens deste livro. Numa vivenda a pedir obras, nos arredores de uma grande cidade egípcia, mora uma família singular: um ancião, os seus três filhos e um tio que ali encontrou refúgio depois de ter delapidado toda a fortuna. Convictos de que o trabalho engendra apenas a desordem e a desgraça, descobrem que manter a doce sonolência que reina em casa é, afinal, uma árdua tarefa.
Ficha Técnica
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