Será que Deus não consegue compreender a linguagem dos artesãos?Nem música nem cantaria.Foi-se ver no livro: de um certo ponto de vista de:terror sentido belezaacontecera sempre o mesmo — quebram-se os selos aparecemos prodígiosa puta escarlate ao meio dos cornos da bestamáquinas fatais, abismos, multiplicação de luas— o inferno! alguém disse: afastem de mim a inocênciaeu falo o idioma demoníaco.Herberto Helder (excerto)Francisco Ferreira nasceu em 11 de Outubro de 1848, na freguesia do Monte, ilha da Madeira. Era conhecido como «O Caseiro», por ter sido feitor de uns terrenos que as freiras de Santa Clara possuíam na freguesia de Nossa Senhora do Monte.Escultor autodidacta, a sua obra mais admirada era o grande presépio (lapinha). Composto ao longo dos anos, era uma reunião de muitas imagens. Além de representações bíblicas, incluía personagens e figuras típicas madeirenses, motivos paisagísticos e artefactos da ilha, trabalhados em madeira de cedro e cortiça, pintados com pigmentos naturais fabricados por si.Aqui reproduzimos fotografias da lapinha, acompanhadas de poemas de Herberto Helder, bisneto de Francisco Ferreira, em cuja memória persistem as imagens do grande presépio.
Sinopse
Será que Deus não consegue compreender a linguagem dos artesãos?Nem música nem cantaria.Foi-se ver no livro: de um certo ponto de vista de:terror sentido belezaacontecera sempre o mesmo — quebram-se os selos aparecemos prodígiosa puta escarlate ao meio dos cornos da bestamáquinas fatais, abismos, multiplicação de luas— o inferno! alguém disse: afastem de mim a inocênciaeu falo o idioma demoníaco.Herberto Helder (excerto)Francisco Ferreira nasceu em 11 de Outubro de 1848, na freguesia do Monte, ilha da Madeira. Era conhecido como «O Caseiro», por ter sido feitor de uns terrenos que as freiras de Santa Clara possuíam na freguesia de Nossa Senhora do Monte.Escultor autodidacta, a sua obra mais admirada era o grande presépio (lapinha). Composto ao longo dos anos, era uma reunião de muitas imagens. Além de representações bíblicas, incluía personagens e figuras típicas madeirenses, motivos paisagísticos e artefactos da ilha, trabalhados em madeira de cedro e cortiça, pintados com pigmentos naturais fabricados por si.Aqui reproduzimos fotografias da lapinha, acompanhadas de poemas de Herberto Helder, bisneto de Francisco Ferreira, em cuja memória persistem as imagens do grande presépio.Ficha Técnica
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