Jung, tal como os românticos, compreendeu a consciência como a expressão da relação unitária entre o homem e o Todo, bem longe de ser separado do mundo exterior, o mundo interior só existe para ele e nele. Nesta obra apreendemos as várias contribuições de Jung para a psicologia e que, uma das mais importantes para o pensamento contemporâneo, é o de ter reconhecido a realidade da alma, no sentido de consciência, redescobrindo através da sua prática analítica, a ideia muito antiga de alma como realidade substancial e como Alma do Mundo, na qual o homem está inserido e da qual a sua alma individual é uma combinação original da totalidade divina. Figura e obra C.G.Jung estão há mais de dez anos novamente no centro do interesse público. Na Alemanha, autores populares como Franz Alt e Eugen Drewermann recorrem à autoridade de Jung, enquanto que nos EUA a obra deste há muito constitui os fundamentos teóricos do movimento New Age. Ninguém ousaria vaticinar este inesperado sucesso, quando nos tardios anos 60 a obra de Sigmund Freud ocupou o centro de uma resolução cultural na Alemanha. Os novos e constantes encadeamentos de ideias não podiam saciar a fome de histórias e imagens que se traduziu nomeadamente no sucesso de O senhor dos Anéis de Tolkien e Momo de Michael End. Para além disso todo o palavreado relativo a «compreensão», «aceitação», «confiança» e «amor» com origem nos conceitos de psicoterapia conversacional de Carl Rogers não pôde apaziguar a procura, já em movimento, de um sentido para além do estabelecido. Face à crise ecológica, a um novo olhar sobre as ciências exactas, à realização no campo religioso, nada podia e pretendia dizer. Quando no final deste desenvolvimento surgiu uma «psicologia transpessoal», prometendo integrar religião, ciências exactas e a auto-realização individual, estava apenas a articular aquilo que o aluno de Freud, G.G.Jung, havia já esboçado, aprofundado e experimentado há cinquenta anos. Para além do mais, a teoria do inconsciente de Jung foi sobretudo muito mais que a expressão de uma revolta contra Freud e a respectiva obra. C.G.Jung foi o renovador conservador de uma grande tradição. Na sua obra, a tradição ocidental e sobretudo romântica do inconsciente complementam-se e aperfeiçoam-se.
Sinopse
Jung, tal como os românticos, compreendeu a consciência como a expressão da relação unitária entre o homem e o Todo, bem longe de ser separado do mundo exterior, o mundo interior só existe para ele e nele. Nesta obra apreendemos as várias contribuições de Jung para a psicologia e que, uma das mais importantes para o pensamento contemporâneo, é o de ter reconhecido a realidade da alma, no sentido de consciência, redescobrindo através da sua prática analítica, a ideia muito antiga de alma como realidade substancial e como Alma do Mundo, na qual o homem está inserido e da qual a sua alma individual é uma combinação original da totalidade divina. Figura e obra C.G.Jung estão há mais de dez anos novamente no centro do interesse público. Na Alemanha, autores populares como Franz Alt e Eugen Drewermann recorrem à autoridade de Jung, enquanto que nos EUA a obra deste há muito constitui os fundamentos teóricos do movimento New Age. Ninguém ousaria vaticinar este inesperado sucesso, quando nos tardios anos 60 a obra de Sigmund Freud ocupou o centro de uma resolução cultural na Alemanha. Os novos e constantes encadeamentos de ideias não podiam saciar a fome de histórias e imagens que se traduziu nomeadamente no sucesso de O senhor dos Anéis de Tolkien e Momo de Michael End. Para além disso todo o palavreado relativo a «compreensão», «aceitação», «confiança» e «amor» com origem nos conceitos de psicoterapia conversacional de Carl Rogers não pôde apaziguar a procura, já em movimento, de um sentido para além do estabelecido. Face à crise ecológica, a um novo olhar sobre as ciências exactas, à realização no campo religioso, nada podia e pretendia dizer. Quando no final deste desenvolvimento surgiu uma «psicologia transpessoal», prometendo integrar religião, ciências exactas e a auto-realização individual, estava apenas a articular aquilo que o aluno de Freud, G.G.Jung, havia já esboçado, aprofundado e experimentado há cinquenta anos. Para além do mais, a teoria do inconsciente de Jung foi sobretudo muito mais que a expressão de uma revolta contra Freud e a respectiva obra. C.G.Jung foi o renovador conservador de uma grande tradição. Na sua obra, a tradição ocidental e sobretudo romântica do inconsciente complementam-se e aperfeiçoam-se.Ficha Técnica
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