O drama é a expressão para que tende a obra de Régio, que é toda ela um diálogo incessante e infindável entre o que poderá definir-se esquematicamente por matéria e espírito, corpo e alma, ou, com mais propriedade, entre o que no homem é eterno (ou votado à eternidade) e o que é transitório (ou condenado a perecer), entre o que o atrai para Deus ( se assim quisermos chamar ao absoluto, ao infinito, ao inapreensível) e o que o prende à terra (a sua condição temporal e finita). Daí o tom oratório, imprecativo, apostrofante, da sua mais característica poesia, que, lida, irresistivelmente solicita não só a voz do actor que a declame, como o interlocutor que lhe responda ¿ e uma audiência que a escute.
Sinopse
O drama é a expressão para que tende a obra de Régio, que é toda ela um diálogo incessante e infindável entre o que poderá definir-se esquematicamente por matéria e espírito, corpo e alma, ou, com mais propriedade, entre o que no homem é eterno (ou votado à eternidade) e o que é transitório (ou condenado a perecer), entre o que o atrai para Deus ( se assim quisermos chamar ao absoluto, ao infinito, ao inapreensível) e o que o prende à terra (a sua condição temporal e finita). Daí o tom oratório, imprecativo, apostrofante, da sua mais característica poesia, que, lida, irresistivelmente solicita não só a voz do actor que a declame, como o interlocutor que lhe responda ¿ e uma audiência que a escute.Ficha Técnica
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