Comentários
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Luis Isidoro:
Já perdi a noção das vezes que li este livro, e de cada vez que leio encontro sempre algo de novo...
Um livro envolvente, dinâmico, com situações cómicas mas também com enorme conteúdo cultural e histórico que une civilizações e gerações numa miscelânea rara!
Um livro de leitura acessível mas que não rejeita entrar em conteúdos mais profundos e fá-lo sem preconceito nem receio!
Recomendo-o a todos os que queiram saber um pouco mais sobre a experiência de uma figura versátil, multi-cultural, habilidosa, decidida, que ao longo de todas as histórias assume o papel de médico, marido, pai, filho, viajante, filosofo, cientista, um pensador obsessivo que nos prende à sua experiência de vida de uma forma fascinante!
Aproveito para congratular o referido escritor que, antes de o ser, é meu pai, amigo e companheiro!
Parabéns também à minha mãe pela paciência com ele e com os filhos! 09 Setembro 2011 às 14:15:44 -
Luis Filipe Isidoro:
Aqui está um bom exemplo de um magnifico exercício muito bem elaborado de
"um projecto" (aprendiz) de contador de histórias ao estilo de Africano, como bem absorveu desse mágico ancestral pais, não só tem que tornar o ato de contar histórias um hábito de diversão, mas também, através delas, ensinar as crianças e os jovens a aplicar os ensinamentos dessas histórias em sua própria vida e a perpetuar as tradições da oralidade. 09 Setembro 2011 às 10:34:51 - Luis Filipe Isidoro: Não poderia resistir em comentar....este encadeamento de forma aleatória de doces memórias parece-me super interessante...os meus PARABÉNS 09 Setembro 2011 às 10:11:27
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Sinopse
A obra em referência inclui meia centena de Histórias da vida clínica de um médico vivenciadas na minha prática clínica, apesar de não terem conteúdo científico no sentido rígido da palavra. Abordam tão-somente as várias arestas da relação de um médico com os seus doentes, colegas, e outras pessoas com todos os seus enigmas e conflitos de ordem emocional, politica, social e até, por que não, de reinações, de brincadeiras e de tudo o mais que pode acontecer no quotidiano de um médico que também é um criatura humana. Estas histórias percorrem as memórias do curso de Medicina durante o fascismo, do Serviço Médico à Periferia em 1978, da especialidade de Medicina Interna em Coimbra, do período de estadia em Paris como Bolseiro do Governo Francês, da permanecia em Macau como Internista e responsável pela concepção, instalação e funcionamento do Centro de Transfusões de Sangue, do trabalho como médico em São Tomé e Príncipe, Hospitais de Anadia e de Aveiro. Ficam as outras. As de Timor, mais dramáticas vividas no período recente de mais de dez anos passados (ultimo trimestre de 1999 a inícios de 2000), cheias de doenças, de sofrimento, de carnificinas contadas, mas com muita solidariedade humana e médica. Estão já escritas, como estas. Mas seriam necessárias mais duzentas páginas, sem contar com o arquivo fotográfico que documenta as mesmas. Como refiro no prefácio: Há escritores. Há contadores de histórias. Quero ser apenas um projecto de mais um contador de histórias. Das minhas histórias, ninguém mais o pode fazer. Das histórias da minha vida. Vivida, sentida, sofrida, emotiva, gozada. E do resto, tanto faz. Sem serem literatura. Sem terem um estilo de escrita. Sem serem romanceadas. Sem serem ficção. São apenas uma espécie de fala escrita ou escrita da fala. Uma espécie de faz de conta em que as letras, as palavras e as frases são o sulco da espiral do meu LP das horas velhas. Faz de conta que os seus olhos de leitor são a agulha de um gira-discos sem som amplificado e que apenas vibra e faz ressoar o seu cérebro que liberta aminas, muitas, cada vez mais e das boas. Já agora, só destas.
Ficha Técnica
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