O volume terceiro da História do Pensamento Filosófico Português é dedicado à filosofia das Luzes, abrangendo com maior intensidade o final do reinado de D. João V e o consulado pombalino. Nele se estuda a dinâmica da ilustração portuguesa, as suas confluências com o pensamento europeu da época e as suas especificidades, evidenciando uma maior proximidade com o chamado iluminismo italiano. Contrariamente ao que sucedeu com os anteriores volumes, não fazemos aqui uma abordagem individualizada por autor, mas um estudo amplo das grandes unidades temáticas das Luzes: a filosofia da história, marcando o triunfo dos «modernos» sobre os «antigos» num contexto de afirmação do eclectismo, a filosofia política, veiculando os ideais do despotismo esclarecido como variante do Estado absoluto, a filosofia jurídica, mediante a abertura aos grandes temas do direito natural moderno, a ética, postulando o ideal de autonomia da razão perante a moral revelada, embora num contexto de necessária harmonização, o pensamento económico, no contexto do mercantilismo e da fisiocracia, o amplo conceito de filosofia mediante o qual se afirma o recuo da metafísica e o triunfo da física experimental de raiz newtoniana, a estética do neoclassicismo associada ao triunfo do geometrismo e à condenação do barroco seiscentista, a lógica, sobretudo no quadro da teoria das ideias e da teorização do conceito de método que tanta importância teria na condenação das práticas pedagógicas da Companhia de Jesus, a conciliação entre a ciência e a religião, mediante a formulação de uma física teológica que do conhecimento das coisas criadas conduz ao conhecimento dos atributos do Criador, as polémicas sobre o estatuto do acaso e do milagre no âmbito do conceito de natureza e, finalmente, a intensidade de uma apologética que não deu espaço à afirmação do deísmo e do materialismo. São estes os principais temas aqui estudados, de modo simultaneamente aprofundado e sintético.
Sinopse
O volume terceiro da História do Pensamento Filosófico Português é dedicado à filosofia das Luzes, abrangendo com maior intensidade o final do reinado de D. João V e o consulado pombalino. Nele se estuda a dinâmica da ilustração portuguesa, as suas confluências com o pensamento europeu da época e as suas especificidades, evidenciando uma maior proximidade com o chamado iluminismo italiano. Contrariamente ao que sucedeu com os anteriores volumes, não fazemos aqui uma abordagem individualizada por autor, mas um estudo amplo das grandes unidades temáticas das Luzes: a filosofia da história, marcando o triunfo dos «modernos» sobre os «antigos» num contexto de afirmação do eclectismo, a filosofia política, veiculando os ideais do despotismo esclarecido como variante do Estado absoluto, a filosofia jurídica, mediante a abertura aos grandes temas do direito natural moderno, a ética, postulando o ideal de autonomia da razão perante a moral revelada, embora num contexto de necessária harmonização, o pensamento económico, no contexto do mercantilismo e da fisiocracia, o amplo conceito de filosofia mediante o qual se afirma o recuo da metafísica e o triunfo da física experimental de raiz newtoniana, a estética do neoclassicismo associada ao triunfo do geometrismo e à condenação do barroco seiscentista, a lógica, sobretudo no quadro da teoria das ideias e da teorização do conceito de método que tanta importância teria na condenação das práticas pedagógicas da Companhia de Jesus, a conciliação entre a ciência e a religião, mediante a formulação de uma física teológica que do conhecimento das coisas criadas conduz ao conhecimento dos atributos do Criador, as polémicas sobre o estatuto do acaso e do milagre no âmbito do conceito de natureza e, finalmente, a intensidade de uma apologética que não deu espaço à afirmação do deísmo e do materialismo. São estes os principais temas aqui estudados, de modo simultaneamente aprofundado e sintético.Ficha Técnica
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