O crédito «democratizou-se», tornou-se uma componente normal do orçamento familiar, permitindo a muitas famílias antecipar regularmente uma percentagem variável do seu rendimento futuro. Crédito e endividamento deixaram de estar associados apenas ao exercício de uma actividade profissional ou de servir sobretudo para fazer face a circunstâncias excepcionais de falta de liquidez. Para responder a uma procura alargada e constante, a oferta automatizou os seus procedimentos, aumentando a acessibilidade e a rapidez da resposta. Os Portugueses reagiram à abertura do crédito e à descida da taxa de juro de forma contraditória. Em privado, aproveitaram-na, mas sobretudo para a compra de habitação e de equipamento. De 1990 para 1999, o valor total do crédito a particulares passou de 1358 para 8466 milhões de contos, dos quais 75% para a habitação e o restante para outros fins, com particular destaque para a aquisição de automóvel. Por sua vez, a taxa de endividamento cresceu de 20% para 80% e a taxa de esforço de 9% para 23,5%. O número de instituições de crédito que actuam no mercado, nomeadamente bancos e sociedades financeiras para aquisições a crédito, duplicou no mesmo período. Para que o jogo não seja muito desigual, é indispensável, no entanto, limitar a assimetria de informação detida pelos diferentes intervenientes na relação de crédito. Na verdade, viver em sociedades abertas, onde a multiplicação de direitos e oportunidades tráz consigo a multiplicação de deveres e responsabilidades, obriga inevitavelmente a um esforço acrescido no domínio do conhecimento e da educação. Este livro constitui um importante contributo nesse sentido.
Sinopse
O crédito «democratizou-se», tornou-se uma componente normal do orçamento familiar, permitindo a muitas famílias antecipar regularmente uma percentagem variável do seu rendimento futuro. Crédito e endividamento deixaram de estar associados apenas ao exercício de uma actividade profissional ou de servir sobretudo para fazer face a circunstâncias excepcionais de falta de liquidez. Para responder a uma procura alargada e constante, a oferta automatizou os seus procedimentos, aumentando a acessibilidade e a rapidez da resposta. Os Portugueses reagiram à abertura do crédito e à descida da taxa de juro de forma contraditória. Em privado, aproveitaram-na, mas sobretudo para a compra de habitação e de equipamento. De 1990 para 1999, o valor total do crédito a particulares passou de 1358 para 8466 milhões de contos, dos quais 75% para a habitação e o restante para outros fins, com particular destaque para a aquisição de automóvel. Por sua vez, a taxa de endividamento cresceu de 20% para 80% e a taxa de esforço de 9% para 23,5%. O número de instituições de crédito que actuam no mercado, nomeadamente bancos e sociedades financeiras para aquisições a crédito, duplicou no mesmo período. Para que o jogo não seja muito desigual, é indispensável, no entanto, limitar a assimetria de informação detida pelos diferentes intervenientes na relação de crédito. Na verdade, viver em sociedades abertas, onde a multiplicação de direitos e oportunidades tráz consigo a multiplicação de deveres e responsabilidades, obriga inevitavelmente a um esforço acrescido no domínio do conhecimento e da educação. Este livro constitui um importante contributo nesse sentido.
Ficha Técnica
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