O retorno para as religiões de origem africana é uma das principais soluções propostas para a recuperação da dignidade e liberdade dos afrodescendentes nas Américas. Essa postura foi assumida por importantes pesquisadores, assim como por setores dos movimentos negro-americanos. No entanto, o problema surge ao ver que as próprias religiões afro-brasileiras falam em escravidão: Certos adeptos são tratados como “escravos”, em determinadas cerimônias os “escravos” entram num “barco” para realizar uma “viagem sem retorno”, saem para serem vendidos num “mercado”, podem comprar a “alforria”, o que lembra o triste percurso dos escravos importados no Novo Continente. Além disso, certas divindades parecem ser “escravas” de outros orixás. Esta constatação induz à necessidade de aprofundar os temas da escravidão e a liberdade nas religiões afro-brasileiras e se, por acaso, o relato religioso pode ter certo paralelismo com os dados históricos da escravidão no Brasil. Assim, o presente estudo percorre os relatos da escravidão mística, tentando verificar se existe alguma correlação positiva entre o discurso mítico religioso e os fatos históricos.
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