Sempre
exigiram que ela fosse atenta, discreta, sisuda mas ela descobria agora que a
vida poderia ser muito mais que sisudez e silêncio. A vida poderia ser, também,
alegria, ternura e aquele afeto sem nome, leve que a faz sentir-se jovem.
Magda
sentia pulsar em si, tentando sobreviver, um pequeno fragmento de emoção. Uma
emoção há muito tempo adormecida mas identificável no desejo de ser amada,
acarinhada. Não por piedade ou respeito mas, simplesmente, amada. …
Esse
sentimento difícil de definir, que André trouxera até ela.
Mas
embora muito diferentes parecia haver agora, entre ambos algo de comum. Um laço
que prometia uni-los para além da Arte. Algo que Magda não conseguiu
compreender ainda mas que ele parecia ter compreendido já: ligava-os o facto de
serem autênticos, de serem eles mesmos em todas as circunstâncias, nada fazendo
para se mostrarem mais brilhantes, mais talentosos do que na realidade seriam.
Mas fosse como fosse, o amor não podia ser uma questão de aproximação ou
de diferença de idades. O amor dizia respeito a cada um segundo a sua forma de
vida. E a vida de cada um nunca era igual à de outro qualquer. Não podia,
portanto ser regulada por leis gerais impostas pela sociedade.
Sinopse
Sempre exigiram que ela fosse atenta, discreta, sisuda mas ela descobria agora que a vida poderia ser muito mais que sisudez e silêncio. A vida poderia ser, também, alegria, ternura e aquele afeto sem nome, leve que a faz sentir-se jovem.Ficha Técnica
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