Maria João Saraiva é psicóloga, licenciou-se na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra em 1986. É membro da Associação Portuguesa de Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica – ramo de psicanálise e desenvolve a sua atividade profissional em Oeiras e na Parede.
Publicou os livros A Dor que me Deixaste, 2ª edição e Até mim vivência da Psicanálise, 2ª edição e ainda colaborou na antologia poética Rio de Doze Águas.
No Concurso Literário Varal do Brasil 2013 foi-lhe atribuído o 1º prémio na categoria Conto.
O texto desdobra-se em onze cenas, onze poemas em que se escuta um eu. Este eu põe em cena o drama de quem fica só, de quem se arranca de lugar e de vida e se expõe a forças que desconhece. A sua fala é a da solidão e da saudade, a da estranheza radical, que o leva a ver-se a si mesmo como um outro, um desconhecido, numa melancolia da identidade.
O título esclarece de que experiência se trata: a experiência da emigração. Mas, enquanto leitor, gosto de levar o sentido para outras emigrações, outras experiências de rutura e suturação, de perda e de procura, de estranheza e de encontro – experiências que doem e habitam no amor, na conversão, na lucidez e na doença, no despojamento e na culpa....
Estes poemas (estas cenas) são propostos ao leitor com um complemento precioso, o da música. Música e poemas: o seu casamento é, desde sempre, indissolúvel. Mas aqui é proposta uma convergência com acentuada autonomia.
Sinopse
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