«Um escritor em publicidade é o criador de aforismos que vendem». Esta é a opinião de Octave, um verdadeiro mago das palavras, sobre o seu emprego na famosa agência publicitária La Rosse, como redactor publicitário, um emprego que lhe oferece dinheiro, mulheres e cocaína em doses industriais. Simultaneamente um vencedor e um perdedor, Octave leva uma vida sinistra, parecendo-se mais com um morto-vivo que vê, como único brilho na vida, o reflexo dourado do seu cartão de crédito. Certo dia, uma campanha particularmente perversa e duvidosa, vangloria os aspectos de determinado producto lacticínio, detonando o rastilho na mente deste anti-herói. É então que Octave explode, e da pior maneira possível: «querem uma definição do cliente ideal? Qualquer débil mental quase nos cinquenta», «os nababos da publicidade? Esses já deram início à Terceira Guerra Mundial». A rebelião é total, erguendo-se primeiro em palavras brutais e verdadeiramente sentidas -, e depois tomando forma em violentos actos e por fim corpo através de homicídio. Da Ilha de La Jatte, em pleno Sena, onde os seus chefes passavam horas intermináveis, a Miami, durante a filmagem de um anúncio sob o efeito de anfetaminas, de seminários em luxuriantes hotéis em África aos apartamentos de Saint-Germain-des-Prés, do inferno do sexo à inocência perdida, Frédéric Beigbeder concebe, entre o jornalista de investigação e o escritor, a confissão de um filho do milénio numa ficção corrosivamente crítica. Este livro apresenta também, embora de «ânimo leve», uma denúncia aberta ao mercantilismo universal e à exploração do homem pelo homem, através da vulgarmente denominada publicidade. Quanto mais não seja, uma história sobre ética, por apenas €14,99.À semelhança de Octave, o seu criador trabalhou durante anos como redactor publicitário na Young & Rubicam francesa. Farto até à náusea daquele universo, Beigbeder garante que não inventou nenhuma das mirabolantes peripécias que aqui relata e insiste, como Octave, que escreveu o livro para ser despedido… o leitor perceberá porquê. Mais uma vez a realidade imitou a ficção e o autor, ainda antes da publicação deste livro, viu-se sumariamente despedido, sem direito a indemnização e por falta grave.Influenciado por dois grandes autores contemporâneos, Michel Houllebecq e Bret Easton Ellis, a sua é uma literatura arrasadora, contundente, sarcástica, incisiva, um pouco panfletária, cruel e intensamente divertida. Pelas suas características muito próprias e pelos efeitos estilísticos criados proporciona uma fascinante aventura da linguagem.
Sinopse
«Um escritor em publicidade é o criador de aforismos que vendem». Esta é a opinião de Octave, um verdadeiro mago das palavras, sobre o seu emprego na famosa agência publicitária La Rosse, como redactor publicitário, um emprego que lhe oferece dinheiro, mulheres e cocaína em doses industriais. Simultaneamente um vencedor e um perdedor, Octave leva uma vida sinistra, parecendo-se mais com um morto-vivo que vê, como único brilho na vida, o reflexo dourado do seu cartão de crédito. Certo dia, uma campanha particularmente perversa e duvidosa, vangloria os aspectos de determinado producto lacticínio, detonando o rastilho na mente deste anti-herói. É então que Octave explode, e da pior maneira possível: «querem uma definição do cliente ideal? Qualquer débil mental quase nos cinquenta», «os nababos da publicidade? Esses já deram início à Terceira Guerra Mundial». A rebelião é total, erguendo-se primeiro em palavras brutais e verdadeiramente sentidas -, e depois tomando forma em violentos actos e por fim corpo através de homicídio. Da Ilha de La Jatte, em pleno Sena, onde os seus chefes passavam horas intermináveis, a Miami, durante a filmagem de um anúncio sob o efeito de anfetaminas, de seminários em luxuriantes hotéis em África aos apartamentos de Saint-Germain-des-Prés, do inferno do sexo à inocência perdida, Frédéric Beigbeder concebe, entre o jornalista de investigação e o escritor, a confissão de um filho do milénio numa ficção corrosivamente crítica. Este livro apresenta também, embora de «ânimo leve», uma denúncia aberta ao mercantilismo universal e à exploração do homem pelo homem, através da vulgarmente denominada publicidade. Quanto mais não seja, uma história sobre ética, por apenas €14,99.À semelhança de Octave, o seu criador trabalhou durante anos como redactor publicitário na Young & Rubicam francesa. Farto até à náusea daquele universo, Beigbeder garante que não inventou nenhuma das mirabolantes peripécias que aqui relata e insiste, como Octave, que escreveu o livro para ser despedido… o leitor perceberá porquê. Mais uma vez a realidade imitou a ficção e o autor, ainda antes da publicação deste livro, viu-se sumariamente despedido, sem direito a indemnização e por falta grave.Influenciado por dois grandes autores contemporâneos, Michel Houllebecq e Bret Easton Ellis, a sua é uma literatura arrasadora, contundente, sarcástica, incisiva, um pouco panfletária, cruel e intensamente divertida. Pelas suas características muito próprias e pelos efeitos estilísticos criados proporciona uma fascinante aventura da linguagem.Ficha Técnica
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