Não consigo lembrar-me de ter existido hoje. É claro que me recordo de determinados actos, de algumas vozes, de ter passado nesta rua e naquela, mas o meu rosto dissolveu-se em cada passo que dei, em cada gesto que fiz, até eu próprio me transformar numa marioneta animada de movimento sem qualquer significado. Gastei o meu dia fingindo não ser eu, da mesma forma que todos fazemos para podermos continuar a acreditar uns nos outros. Anoiteceu há poucas horas e sinto já a obrigação de mais um dia que se avizinha. Vou-me deitar a querer sentir-me estendido na cama, quente e com sono e depois adormecer. Dispo-me no quarto enquanto um carro acelera ao longe na rua, algum tempo depois uma mota.Onde me posso agarrar?Conjunto de contos (14) que falam, sobretudo, de pessoas e que mostram o melhor e o pior do ser humano.Textos inteligentes e mordazes, por vezes, até cruéis.Armando Almeida, subtilmente, obriga-nos a pensar.
Sinopse
Não consigo lembrar-me de ter existido hoje. É claro que me recordo de determinados actos, de algumas vozes, de ter passado nesta rua e naquela, mas o meu rosto dissolveu-se em cada passo que dei, em cada gesto que fiz, até eu próprio me transformar numa marioneta animada de movimento sem qualquer significado. Gastei o meu dia fingindo não ser eu, da mesma forma que todos fazemos para podermos continuar a acreditar uns nos outros. Anoiteceu há poucas horas e sinto já a obrigação de mais um dia que se avizinha. Vou-me deitar a querer sentir-me estendido na cama, quente e com sono e depois adormecer. Dispo-me no quarto enquanto um carro acelera ao longe na rua, algum tempo depois uma mota.Onde me posso agarrar?Conjunto de contos (14) que falam, sobretudo, de pessoas e que mostram o melhor e o pior do ser humano.Textos inteligentes e mordazes, por vezes, até cruéis.Armando Almeida, subtilmente, obriga-nos a pensar.
Ficha Técnica
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