Publicado pela primeira vez em 1988 e esgotado há vários anos, Deus tem Caspa,
obra mitológica de Júlio Henriques, abstém-se de qualquer crítica à
teologia e – desengane-se o incauto leitor – não se debruça sobre
problemas capilares no Além, um tema aliás muito pertinente e literário.
Este conjunto de cáusticas crónicas e ficções visa antes o clima mental
nacional, «um dos melhores, visto não fazer ondas», e a sociedade
capitalista à portuguesa, ou seja, provinciana, apalermada. Lamentando
«não vivermos tempos com turbulentas turbas perturbando as turbinas do
torpor», Deus tem Caspa faz pontaria certeira à cacarejante
modernidade até ela perder o pio. Agora, para gáudio de muitos (ou não),
em edição revista e aumentada.
Sinopse
Ficha Técnica
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