Nos últimos sete anos, houve inúmeros avanços na prática cirúrgica da ortopedia. Surgiram implantes mais sofisticados e a substituição de articulações ou mesmo de peças esqueléticas inteiras deu resultados favoráveis no tratamento dos tumores e das afecções degenerativas.
Assim, decorridos sete anos sobre a primeira edição, todos os Capítulos foram refundidos e actualizados. Há também novas matérias como a Filogenia do aparelho locomotor e a Biomecânica da locomoção bípede humana, que permitem um entendimento mais profundo da patologia do desenvolvimento e das causas degenerativas na anca, no joelho e na coluna lombar.
A ortopedia foi a técnica médica tradicional que mais progrediu na segunda metade do século vinte, mas continua incapaz de impedir a degenerescência articular e muito mais de a reverter quando declarada. Tem de optar pela remoção da articulação e sua substituição por próteses cujos progressos dependem da mecânica, da metalúrgica e da síntese de polímeros, não da biologia.
Do mesmo modo, continua incapaz de controlar a evolução celular para a malignidade, apenas também podendo remover a parte afectada e substituí-la por um implante.
Todos acreditamos que, tal como o século vinte foi o “século da física”, que trouxe o progresso técnico à ortopedia, o actual será o “século da biologia”, que trará o controlo das alterações celulares degenerativas, metabólicas e congénitas do sistema músculo-esquelético. As lesões traumáticas terão também soluções completamente diferentes das actuais, obrigando a um novo saber na prática médica. A linha que fará a transição da ortopedia do “século da física” para a ortopedia do “século da biologia” será a dos seus critérios básicos ou fundamentais.
Sinopse
Nos últimos sete anos, houve inúmeros avanços na prática cirúrgica da ortopedia. Surgiram implantes mais sofisticados e a substituição de articulações ou mesmo de peças esqueléticas inteiras deu resultados favoráveis no tratamento dos tumores e das afecções degenerativas. Assim, decorridos sete anos sobre a primeira edição, todos os Capítulos foram refundidos e actualizados. Há também novas matérias como a Filogenia do aparelho locomotor e a Biomecânica da locomoção bípede humana, que permitem um entendimento mais profundo da patologia do desenvolvimento e das causas degenerativas na anca, no joelho e na coluna lombar. A ortopedia foi a técnica médica tradicional que mais progrediu na segunda metade do século vinte, mas continua incapaz de impedir a degenerescência articular e muito mais de a reverter quando declarada. Tem de optar pela remoção da articulação e sua substituição por próteses cujos progressos dependem da mecânica, da metalúrgica e da síntese de polímeros, não da biologia. Do mesmo modo, continua incapaz de controlar a evolução celular para a malignidade, apenas também podendo remover a parte afectada e substituí-la por um implante. Todos acreditamos que, tal como o século vinte foi o “século da física”, que trouxe o progresso técnico à ortopedia, o actual será o “século da biologia”, que trará o controlo das alterações celulares degenerativas, metabólicas e congénitas do sistema músculo-esquelético. As lesões traumáticas terão também soluções completamente diferentes das actuais, obrigando a um novo saber na prática médica. A linha que fará a transição da ortopedia do “século da física” para a ortopedia do “século da biologia” será a dos seus critérios básicos ou fundamentais.Ficha Técnica
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