Cristãos & Pimenta - A Via Media na Teoria das Relações Internacionais de Adriano Moreira
De: Marcos Farias Ferreira
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Sinopse
"Cristãos & Pimenta ganhou o prémio da Associação Portuguesa de Ciência Política (APCP) para a melhor tese de Ciência Política e Relações Internacionais apresentada nos anos 2006 e 2007. Em Adriano Moreira, teorizador relutante, cristãos e pimenta é metáfora e ponto de partida para compreender a política das relações internacionais: o 'internacional' como esfera de sociabilidade marcada pelo sincretismo de interesses e valores, guerra e paz, ordem e contingência, consentimento e imposição, a sociedade internacional a caminho de um qualquer modelo comunitário mas também a disfunção recorrente da sua 'vida habitual'. Anarquia, sociedade de estados ou comunidade global, o elemento dramático parece então residir no jogo de forças que sempre ""depende da intervenção voluntarista de homens agindo em função das suas matrizes valorativas, objectivos e percepções"". A resposta do marinheiro de Vasco da Gama nas praias de Calecute sobre o que haviam ido buscar tão longe serve assim para ilustrar, e aderir, ao sincretismo de uma tradição política racionalista concebida como via media entre realismo e idealismo.Marcos Farias FerreiraÍNDICE DE MATÉRIASAPRESENTAÇÃOPREFÁCIOPRÓLOGO De Lisboa a Aberystwyth e retorno [percursos e opções]INTRODUÇÃO «E perguntaram-lhe o que vínhamos buscar tão longe.» [...]1. A teoria das relações internacionais no âmbito da filosofia das ciências sociais Modernidade, ciência e conhecimento: 'ansiedades cartesianas'? Modernidade, pós-modernidade e ciências sociais: entre a construção e a desconstrução do 'social' As diferentes problemáticas em torno de uma ciência do 'social' As diferentes configurações do positivismo em Relações Internacionais Duas histórias diferentes para contar: explicar ou compreender as relações internacionais?2. A historiografia das Relações Internacionais: 'debate' recorrente entre realismo e idealismo Disciplinar a disciplina com base na teoria: a busca da identidade das Relações Internacionais Como teorizar as relações internacionais: a lógica discursiva interna e os factores externos Ontologia, epistemologia e paradigmas: a viabilidade do critério kuhniano Mudanças de paradigma e 'grandes debates': dos fundamentos ao antifundacionismo A persistência de uma ideia fundadora na historiografia das Relações Internacionais Realismo e idealismo: a heterogeneidade dialógica da realidade Uma disciplina em crise: a redescoberta da natureza e do locus da política A vingança de Leibniz: as Relações Internacionais como disciplina das disciplinas sociais3. A ontologia e a epistemologia 'tradicionalistas': uma via entre materialismo e idealismo Segundo 'grande debate': disputa entre behaviourismo e tradicionalismo A escola inglesa e a recuperação da tradição da sociedade internacional A especificidade da escola inglesa no panorama da disciplina académica de Relações Internacionais A tensão dialógica inerente à ordem internacional: entre sociedade e comunidade Duas famílias de respostas ao 'problema da ordem': em torno da abordagem de N. J. Rengger O debate entre tradições: metodologia ou mitologia? Dos dois problemas praxiológicos de Raymond Aron à concepção de razão dialógica Adriano Moreira: interlocutor no debate entre Raymond Aron e Jacques Maritain4. O tempo tríbulo da sociabilidade: construtivismo embrionário e ontologias sociais O domínio do 'ideacional' e a racionalidade da ontologia internacional O horizonte teleológico e moral da sociabilidade Entre Grotius, Vitoria e Suárez: direito natural, sociabilidade e tradição grotiana O regresso a uma teoria clássica do direito natural: o passivo da globalização e o 'regresso do divino' à vida internacional Uma teoria construtivista de terceira imagem assente em ontologias sociais Uma teorização que acomoda a possibilidade da mudança sistémicaCONCLUSÃO Contingência, sincretismo e razoabilidade [ou a Universidade sem condição]BIBLIOGRAFIA Obras de Adriano Moreira Monografias Artigos em revistas com referee Artigos em compilações e contribuições para obras colectivas"Ficha Técnica
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