A mortalidade urbana mostra-se quase sempre selectiva e acentua-se à medida que avançamos no tempo. Na Lisboa moderna, capital do Reino e do Império, grande cidade à escala europeia e espaço aberto a todas as trocas e a todos os contactos, a dependência do homem em relação ao meio é, se possível, ainda mais acentuada. Esta dependência manifesta-se em várias frentes: vicissitudes políticas, carências de abastecimento alimentar, crises económicas, más condições de existência, que derivam de aspectos tão diversos como as formas de concentração urbana, a higiene pública e privada, a prática de uma medicina ainda incipiente e diferencial ou o estado de conservação dos produtos ingeridos. Desta amálgama de factores resulta uma existência precária e um quotidiano marcado pela morte, frequente e precoce. Numa cidade como Lisboa, a fragilidade da vida humana é agravada pela passagem de homens e mercadorias provenientes dos mais diversos locais. Muitas vezes eles trazem consigo a morte, agora tornada um fenómeno colectivo, com resultados difíceis de avaliar. As grandes pestes quinhentistas chegaram por via marítima, tal como outros surtos epidémicos da centúria seguinte foram importados pelas rotas do trato comercial.Através da recolha dos testemunhos deixados, procura este estudo determinar a origem, causas, desenvolvimento, intensidade e consequências das grandes sobremortalidades sentidas na capital e, bem assim, da forma como terão condicionado o seu crescimento na Época Moderna.
Sinopse
A mortalidade urbana mostra-se quase sempre selectiva e acentua-se à medida que avançamos no tempo. Na Lisboa moderna, capital do Reino e do Império, grande cidade à escala europeia e espaço aberto a todas as trocas e a todos os contactos, a dependência do homem em relação ao meio é, se possível, ainda mais acentuada. Esta dependência manifesta-se em várias frentes: vicissitudes políticas, carências de abastecimento alimentar, crises económicas, más condições de existência, que derivam de aspectos tão diversos como as formas de concentração urbana, a higiene pública e privada, a prática de uma medicina ainda incipiente e diferencial ou o estado de conservação dos produtos ingeridos. Desta amálgama de factores resulta uma existência precária e um quotidiano marcado pela morte, frequente e precoce. Numa cidade como Lisboa, a fragilidade da vida humana é agravada pela passagem de homens e mercadorias provenientes dos mais diversos locais. Muitas vezes eles trazem consigo a morte, agora tornada um fenómeno colectivo, com resultados difíceis de avaliar. As grandes pestes quinhentistas chegaram por via marítima, tal como outros surtos epidémicos da centúria seguinte foram importados pelas rotas do trato comercial.Através da recolha dos testemunhos deixados, procura este estudo determinar a origem, causas, desenvolvimento, intensidade e consequências das grandes sobremortalidades sentidas na capital e, bem assim, da forma como terão condicionado o seu crescimento na Época Moderna.Ficha Técnica
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