Fernando Pessoa é o principal responsável pela fixação da poesia e da imagem de Sá-Carneiro na literatura portuguesa ao organizar a primeira edição da obra poética do amigo, toda ela escrita no período coberto pela Correspondência (1912-16). Nas cartas reunidas neste volume, encontradas entre os papéis de Pessoa depois de sua morte, em 1935, os dois discutem e comentam os poemas que Sá-Carneiro envia ao amigo; trocam impressões sobre a vida literária em Portugal, a criação da revistaOrpheu e o surgimento de Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis, os célebres heterônimos de Pessoa. Das cartas de Pessoa, restaram apenas cinco rascunhos, incluídos neste volume. Em Paris, Sá-Carneiro amadurece sua dicção poética e se deixa influenciar pelas vanguardas artísticas parisienses. Com suas dificuldades finaceiras agravadas pelo início da Primeira Guerra, Sá-Carneiro passa a pedir a Pessoa que o ajude a apurar algum dinheiro nas livrarias lisboetas onde seus livros estão à venda. Segundo o poeta e tradutor Paulo Henriques Britto, que assina a orelha do volume, "as cartas tornam-se um documento impressionante de um homem paulatinamente dominado pelo desespero".
Sinopse
Fernando Pessoa é o principal responsável pela fixação da poesia e da imagem de Sá-Carneiro na literatura portuguesa ao organizar a primeira edição da obra poética do amigo, toda ela escrita no período coberto pela Correspondência (1912-16). Nas cartas reunidas neste volume, encontradas entre os papéis de Pessoa depois de sua morte, em 1935, os dois discutem e comentam os poemas que Sá-Carneiro envia ao amigo; trocam impressões sobre a vida literária em Portugal, a criação da revistaOrpheu e o surgimento de Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis, os célebres heterônimos de Pessoa. Das cartas de Pessoa, restaram apenas cinco rascunhos, incluídos neste volume. Em Paris, Sá-Carneiro amadurece sua dicção poética e se deixa influenciar pelas vanguardas artísticas parisienses. Com suas dificuldades finaceiras agravadas pelo início da Primeira Guerra, Sá-Carneiro passa a pedir a Pessoa que o ajude a apurar algum dinheiro nas livrarias lisboetas onde seus livros estão à venda. Segundo o poeta e tradutor Paulo Henriques Britto, que assina a orelha do volume, "as cartas tornam-se um documento impressionante de um homem paulatinamente dominado pelo desespero".Ficha Técnica
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