Este é um livro sobre a crise portuguesa e sobre a crise europeia, que
resulta de um longa conversa entre alguém que as viveu por dentro - no
Palácio das Necessidades e à mesa do Conselho de Ministros europeu - e
alguém que teve de escrever sobre elas. Luís Amado foi o chefe da
diplomacia portuguesa de 2006 a 2011. Iniciou funções quando a União
Europeia entrava na fase final das negociações do Tratado de Lisboa.
Terminou-as já a Europa estava mergulhada numa crise profunda. Que é,
como ele próprio explica, muito mais do que uma crise do euro ou uma
crise económica. É uma crise que resulta dos reequilíbrios de poder
internos à própria União Europeia e dos reequilíbrios de poder ao nível
global. É também a crise onde se inscreve a nossa, que explodiu no final
do segundo Governo socialista de José Sócrates e que colocou o país sob
controlo dos credores internacionais. Luís Amado não desvaloriza a sua
enorme gravidade nem sequer o esforço colectivo que o país tem de fazer
para restaurar a sua independência. Mas lembra também que esta é uma
crise europeia, de responsabilidades repartidas que, se for superada,
levará a um estádio novo da integração, muito mais exigente. Finalmente,
este é também um livro que reflecte sobre o futuro. O nosso, o europeu e
o ocidental. Se a Europa ainda é o nosso destino essencial, a
globalização dá-nos uma oportunidade. Temos de saber interpretar os
laços que decorrem de sermos uma «potência histórica» para encontrarmos
um nosso lugar na Europa e o nosso lugar no mundo. Este é,
fundamentalmente, um livro que pretende romper os limites estreito do
debate nacional.
Sinopse
Ficha Técnica
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