Com efeito, aquilo a que
chamamos «trabalho» nem sempre existiu. Provam-no as etimologias. A palavra
«trabalho» vem de um instrumento de tortura (o tripalium, formado por
três estacas) utilizado na Antiguidade para punir os escravos que não
queriam «trabalhar», isto é, penar. Todas as sociedades pré-capitalistas
consideraram o trabalho uma maldição a evitar, e não uma virtude. Anselm Jappe esteve em Lisboa em Abril de 2013, a convite
do Teatro Maria Matos, no âmbito do ciclo «Transição», tendo apresentado
«Depois do Fim do Trabalho: Rumo a Uma Humanidade Supérflua». Na mesma ocasião,
proferiu uma conferência sobre a Internacional Situacionista, na Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e foi entrevistado
para o jornal Público por Alexandra
Prado Coelho. Além destes textos com um contexto português, Conferências de Lisboa reúne também o
artigo «Estarmos livres para a libertação» e uma entrevista ao autor por um
colaborador da Antígona, aprofundando temas como a crítica do valor e a
decomposição do capitalismo.
Sinopse
Ficha Técnica
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