Em Comédia dos Vivos e dos Mortos, a actualidade sombria motiva
cepticismo inevitável, implicando a necessidade de recorrer ao insólito,
na tentativa de representar a população temente do devir. Destaque-se,
todavia, a ligação imorredoira a lugares da memória afectiva dos
portugueses, evidenciado o Brasil, no século XIX, com destaque para o
Rio de Janeiro, pela ida da Corte para a América portuguesa. O século
XVIII, dado a sua especificidade, dinamiza a narrativa, privilegiada a
cidade de Paris, e contribui para impulsionar a acção na nossa capital,
antecipando, de certo modo, gestos da revolução francesa: em Lisboa,
após o terramoto, era executada a marquesa de Távora e familiares - a
multidão extasiava-se, ante a brutalidade.
Sinopse
Ficha Técnica
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