Esteban Montejo é um ex-escravo que conseguiu fugir para os cumes dos montes da região de Las Villas, é um chimarrão, o último chimarrão sobrevivente das Américas. Quando o autor desta narrativa o conhece, Esteban tem cento e três anos. Durante três anos, Miguel Barnet ouve atentamente o relato que Esteban faz da sua vida, toma notas, recolhe factos, tenta uma ordenação cronológica. E escreve. Com uma força documental e literária notável, mas conservando ao mesmo tempo o colorido, o tom e o sabor das palavras do ex-escravo. O resultado é este documento único, através do qual ficamos a conhecer, pela descrição de um personagem autêntico, a dureza e a crueldade da escravatura, a fuga constante de quem é, como Esteban, um chimarrão, o isolamento, a solidão, o trabalho nas plantações de cana-de-açúcar, os hábitos e costumes, as cerimónias religiosas, os rituais afro-cubanos, o dia-a-dia dessa miscelânea de raças, as danças, as festas, as tradições, as diferenças étnicas e sociais. E a violência e brutalidade dos senhores dos engenhos, a força do chicote, a barbaridade do correctivo. E a guerra. A Guerra da Independência de Espanha, e a participação nela de um ex-escravo que a conta do seu ponto de vista — uma experiência espantosa para quem assim dela toma conhecimento.
Sinopse
Esteban Montejo é um ex-escravo que conseguiu fugir para os cumes dos montes da região de Las Villas, é um chimarrão, o último chimarrão sobrevivente das Américas. Quando o autor desta narrativa o conhece, Esteban tem cento e três anos. Durante três anos, Miguel Barnet ouve atentamente o relato que Esteban faz da sua vida, toma notas, recolhe factos, tenta uma ordenação cronológica. E escreve. Com uma força documental e literária notável, mas conservando ao mesmo tempo o colorido, o tom e o sabor das palavras do ex-escravo. O resultado é este documento único, através do qual ficamos a conhecer, pela descrição de um personagem autêntico, a dureza e a crueldade da escravatura, a fuga constante de quem é, como Esteban, um chimarrão, o isolamento, a solidão, o trabalho nas plantações de cana-de-açúcar, os hábitos e costumes, as cerimónias religiosas, os rituais afro-cubanos, o dia-a-dia dessa miscelânea de raças, as danças, as festas, as tradições, as diferenças étnicas e sociais. E a violência e brutalidade dos senhores dos engenhos, a força do chicote, a barbaridade do correctivo. E a guerra. A Guerra da Independência de Espanha, e a participação nela de um ex-escravo que a conta do seu ponto de vista — uma experiência espantosa para quem assim dela toma conhecimento.Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)