Este anuário de cem desenhos de imprensa, escolhidos pelos próprios autores, corresponde ao ano de graça de 2004 que, valha a verdade, não foi avaro em temas propícios à arte do ‘cartoon’. Quase se poderia dizer que, ao longo deste bizarro período, os acontecimentos se apresentavam a si próprios como caricaturas e deixavam aos cidadãos o árduo trabalho de os imaginarem como se fossem ‘a sério’. O trabalho dos desenhadores exercia-se, portanto, em segundo grau: caricaturar a política já ela própria servida como caricatura. O ano nacional e internacional propiciou ao lápis dos nossos desenhadores de imprensa acontecimentos tão bizarros que justificaram esta frase de Vicente Jorge Silva: 2004 foi um ano que podemos colocar sob o signo do inexplicável”. Com as distâncias características das diferentes visões de cada um dos desenhadores, essa natureza ‘inexplicável’, resultante talvez da convergência de vários fundamentalismos, perpassa pelo conjunto de desenhos de humor reunidos neste livro. O humorismo, como escreveu alguém, não tem que ser confundido com a campanha do ‘sorria sempre’. Por isso, o prefaciador pede licença aos autores do livro para encerrar com uma frase de Cioran que, neste fim de ano, se deu ao trabalho de ler e reler, por lhe parecer blasfema quanto baste e adequada aos ares do tempo: Não será Deus que é o servidor do Demónio? Aparentemente é o Demónio, o Diabo que domina. Se Deus fosse o senhor do mundo, não haveria história. Tudo funcionaria da melhor forma, sem histórias”. Talvez houvesse, ao menos, desenhos de humor — em homenagem póstuma ao espírito do Diabo.”Mário Mesquita, na introdução a este livro.
Sinopse
Este anuário de cem desenhos de imprensa, escolhidos pelos próprios autores, corresponde ao ano de graça de 2004 que, valha a verdade, não foi avaro em temas propícios à arte do ‘cartoon’. Quase se poderia dizer que, ao longo deste bizarro período, os acontecimentos se apresentavam a si próprios como caricaturas e deixavam aos cidadãos o árduo trabalho de os imaginarem como se fossem ‘a sério’. O trabalho dos desenhadores exercia-se, portanto, em segundo grau: caricaturar a política já ela própria servida como caricatura. O ano nacional e internacional propiciou ao lápis dos nossos desenhadores de imprensa acontecimentos tão bizarros que justificaram esta frase de Vicente Jorge Silva: 2004 foi um ano que podemos colocar sob o signo do inexplicável”. Com as distâncias características das diferentes visões de cada um dos desenhadores, essa natureza ‘inexplicável’, resultante talvez da convergência de vários fundamentalismos, perpassa pelo conjunto de desenhos de humor reunidos neste livro. O humorismo, como escreveu alguém, não tem que ser confundido com a campanha do ‘sorria sempre’. Por isso, o prefaciador pede licença aos autores do livro para encerrar com uma frase de Cioran que, neste fim de ano, se deu ao trabalho de ler e reler, por lhe parecer blasfema quanto baste e adequada aos ares do tempo: Não será Deus que é o servidor do Demónio? Aparentemente é o Demónio, o Diabo que domina. Se Deus fosse o senhor do mundo, não haveria história. Tudo funcionaria da melhor forma, sem histórias”. Talvez houvesse, ao menos, desenhos de humor — em homenagem póstuma ao espírito do Diabo.”Mário Mesquita, na introdução a este livro.Ficha Técnica
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