Pacheco, que cultivou como poucos o género epistolar, sempre viu na correspondência com amigos, uma possibilidade de partilha de gostos literários. Leitor ávido e exigente, nunca pactuou com corporativismos vãos, distribuindo elogios e críticas ferozes na exacta medida do que a consciência lhe ditava. A truculência verbal de que nunca abdicou tornou célebres as altercações com Fernando Namora, Vergílio Ferreira ou David Mourão-Ferreira. Mais profícuo, na presente edição, é o trabalho desenvolvido por António Cândido Franco - responsável pela organização e notas - na tentativa de aclarar o real papel da personagem no meio literário português. Elevando a crítica ao estatuto de criação - com uma continuidade e independência que talvez só encontre paralelo nacional em João Gaspar Simões -, Luiz Pacheco foi, acima de tudo, um divulgador incessante da literatura portuguesa do século XX.
Sinopse
Pacheco, que cultivou como poucos o género epistolar, sempre viu na correspondência com amigos, uma possibilidade de partilha de gostos literários. Leitor ávido e exigente, nunca pactuou com corporativismos vãos, distribuindo elogios e críticas ferozes na exacta medida do que a consciência lhe ditava. A truculência verbal de que nunca abdicou tornou célebres as altercações com Fernando Namora, Vergílio Ferreira ou David Mourão-Ferreira. Mais profícuo, na presente edição, é o trabalho desenvolvido por António Cândido Franco - responsável pela organização e notas - na tentativa de aclarar o real papel da personagem no meio literário português. Elevando a crítica ao estatuto de criação - com uma continuidade e independência que talvez só encontre paralelo nacional em João Gaspar Simões -, Luiz Pacheco foi, acima de tudo, um divulgador incessante da literatura portuguesa do século XX.Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)